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Em 2023, a safra de gengibre no Espírito Santo chegou a 66,8 mil toneladas. A área colhida, por outro lado, diminuiu, passando de 1.169 hectares em 2022 para 1.070 em 2023. Colheita maior em menos terras significa um aumento de produtividade, que passou de 50,9 mil quilos por hectare para 62,4 mil quilos por hectare nos dois anos citados.
Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá se consagram como as terras do gengibre no Estado, respondendo por 40,72% e 35,93% da produção, respectivamente. Há ainda plantios em Domingos Martins (18,59%), Itarana (2,96%) e Marechal Floriano (0,9%).
Os números mostram um avanço nas lavouras de gengibre. A melhora na qualidade do produto aliada a práticas agrícolas mais eficientes e uso de insumos de alta performance formam o tripé que faz a cultura alçar voo. “O produtor está se conscientizando da importância de investir em técnicas modernas de cultivo, como a escolha de insumos de qualidade e a adubação correta”, afirma o maior exportador de gengibre do país, o capixaba Wanderley Stuhr.
Além disso, salienta Stuhr, o clima da região é muito favorável ao desenvolvimento da planta e nem mesmo a seca que afetou tantas culturas teve influência direta na produção. “A região de Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina é beneficiada pela umidade proveniente do mar, o que garante um clima favorável ao cultivo da planta. No entanto, a irregularidade das chuvas pode afetar a produção e, por isso, os produtores estão investindo em irrigação”, afirma.





