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Em outubro o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou oficinas em sete municípios do Espírito Santo. A ação educativa teve o objetivo de apresentar e debater orientações que buscam mitigar danos socioambientais causados pelo javali (Sus scrofa scrofa) – espécie exótica invasora – no Brasil.
O encontro buscou, ainda, apresentar requisitos legais e critérios técnicos para manejo, monitoramento e controle do animal. De forma complementar, os participantes das oficinas foram capacitados para atuar como multiplicadores do conteúdo apresentado durante o evento.
Foram realizadas oficinas nas cidades de Irupi (ES), Ibitirama (ES), Dores do Rio Preto (ES), Guaçuí (ES), São José do Calçado (ES), Bom Jesus do Norte (ES) e Apiacá (ES) – municípios capixabas que fazem divisa com Minas Gerais (MG).
Sobre o javali
Fora do seu habitat natural – Ásia, Europa e África -, o Sus scrofa scrofa é considerado uma espécie exótica que causa prejuízos em ambientes naturais e em atividades agropecuárias ao redor do mundo, incluindo o Brasil. Pelo desequilíbrio ecológico que é capaz de gerar, os animais recebem o status de invasor.
As recentes aparições de javalis no Brasil foram registradas em regiões do estado de Minas Gerais – como municípios próximos ao Parque Nacional do Caparaó – e em áreas do noroeste do Rio de Janeiro.
Em Linhares, apenas uma ocorrência do caso foi registrada e as ações de controle foram tomadas. No momento, o foco do poder público é, além da ação de educação ambiental, realizar o monitoramento desses animais. Esse trabalho é realizado para detectar locais de possíveis chegadas do javali no estado. Assim, medidas de controle populacional da espécie e contenção dos danos causados em ecossistemas, lavouras e atividades pecuárias, poderão ser tomadas.
Participaram do treinamento representantes das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e de Agricultura, produtores rurais de Carangola (MG), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), da Defesa Civil do Espírito Santo, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Parque Nacional do Caparaó, do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Espírito Santo, do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF/MG) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG).




