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A Agronomia do Brasil Central deu um passo estratégico rumo à articulação institucional com a divulgação do manifesto oficial do Fórum Brasil Central. O documento reúne entidades representativas de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e defende a união regional, a valorização da ciência e o fortalecimento do protagonismo técnico como bases para o desenvolvimento sustentável do agronegócio no Cerrado.
O Fórum é resultado da articulação entre a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás (AEAGO), a Associação dos Engenheiros Agrônomos do Distrito Federal (AEA-DF), a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso do Sul (AEAMS) e a Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT). Juntas, as entidades representam uma das regiões mais estratégicas do país, responsável por parcela significativa da produção nacional de grãos, carnes, fibras e bioenergia.
Considerado a principal fronteira produtiva do agronegócio brasileiro, o Cerrado ocupa posição central no manifesto. O bioma responde por mais da metade da produção nacional de grãos e concentra grande parte da expansão agrícola das últimas décadas. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios estruturais relevantes, como pressão ambiental, gargalos logísticos, mudanças climáticas e exigências crescentes por sustentabilidade e rastreabilidade.

Nesse cenário, o manifesto propõe reposicionar a Agronomia como eixo estruturante do desenvolvimento regional. A iniciativa vai além da defesa corporativa da profissão e aponta o engenheiro agrônomo como agente estratégico na mediação entre produção, conservação ambiental e competitividade econômica. A proposta é ampliar a atuação técnica integrada, capaz de dialogar com governos, instituições de pesquisa, setor produtivo e sociedade civil.
O texto destaca a importância da coordenação regional diante de temas cada vez mais complexos, como variabilidade climática, exigências ambientais, uso racional dos recursos naturais e necessidade contínua de ganhos de produtividade. Para os signatários, decisões técnicas fundamentadas em ciência aplicada são essenciais para garantir segurança alimentar, inovação e crescimento sustentável no longo prazo.
A sustentabilidade aparece como eixo transversal do manifesto. Segundo o Fórum, o conceito deve ser tratado como compromisso técnico e não como imposição externa, baseado em planejamento territorial, conhecimento científico e adoção de tecnologias adaptadas às condições do Cerrado. A proposta é transformar o Fórum em um espaço permanente de diálogo, onde tradição produtiva e inovação caminhem de forma integrada.
A criação do Fórum Brasil Central ocorre em um momento de forte protagonismo do agro da região no cenário nacional e internacional. Estados como Mato Grosso e Goiás lideram a produção de grãos no país, enquanto o avanço da agricultura tecnificada no Distrito Federal e em Mato Grosso do Sul reforça a necessidade de integração institucional, logística e técnica entre os entes federativos.
Ao assumir publicamente a missão de representar, integrar e inspirar, o Fórum busca ampliar a influência da Agronomia nas decisões estratégicas que moldam o futuro do setor. A expectativa das entidades é contribuir para o fortalecimento do Brasil Central como polo de produção eficiente, ambientalmente responsável e alinhado às demandas de mercados cada vez mais atentos à origem e à qualidade dos alimentos.
O lançamento do manifesto ocorreu na sede do Crea-DF e contou com a coordenação de lideranças representativas da profissão: Antônio Barreto, presidente da AEA-DF; Daniele Coelho, presidente da AEAMS; Fernando Barnabé, presidente da AEAGO; e Isan Rezende, presidente da Feagro-MT. De acordo com os organizadores, a diversidade regional da coordenação reflete o caráter coletivo do movimento.
O Fórum Brasil Central também conta com o apoio institucional dos presidentes dos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia do Centro-Oeste e do Distrito Federal, reforçando a proposta de construção conjunta de uma agenda técnica para o futuro do agronegócio no Cerrado.
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