Mais lidas 🔥

Inovação na piscicultura
Tilápias ficam mais saudáveis com uso de planta medicinal

Agricultura familiar
Capixaba vence concurso nacional de inventos com descascador de café portátil

Agro capixaba
Preço do mamão Havaí despenca e atinge mínima no Espírito Santo

Tempo e agronegócio
El Niño está chegando! Saiba como o fenômeno vai impactar na agricultura brasileira

Duas histórias, uma conexão
Quando o sotaque da roça sobe ao palco, e vence!
Foto: Daniela Collares
Um extrato de macroalgas com tecnologia 100% brasileira é uma das novas tecnologias que a Embrapa Agroenergia está desenvolvendo em parceria com a empresa Dimiagro com aporte de recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e Sebrae.
Todo o extrato de macroalgas usado comercialmente no Brasil é importado de regiões de águas frias, como da Irlanda, ressalta Gregori Vieira, proprietário da Dimiagro. “Já temos comprovado que esse produto proporciona de 10 a 15% a mais de rendimento de lavouras de soja, milho, feijão, banana, uva etc. Então, para não trazermos esse produto de fora do país, nos unimos à Embrapa para produzir uma tecnologia totalmente brasileira ”, destaca.
Essa é uma solução adicional para aumentar a produtividade na agricultura, salienta o pesquisador da Embrapa Agroenergia responsável pelo projeto, Cesar Miranda. O grupo de pesquisa da Embrapa Agroenergia, com apoio da empresa, está desenvolvendo um processo de obtenção de extratos de algas e cianobactérias da biodiversidade brasileira. Evidências de pesquisas, teses, dissertações e trabalhos de campo que sugerem que estas algas e cianobactérias produzem fitormônios que agem de forma semelhante aos inoculantes que comercialmente utilizados em lavouras de soja, exemplifica Miranda.
De acordo com Miranda, que é engenheiro agrônomo, é comprovado que o crescimento das raízes e outros pontos de alongamento das plantas é facilitado pela presença de determinados hormônios vegetais. Desta forma, a planta explora melhor o solo e enfrenta as adversidades ambientais, com consequente reflexo em sua nutrição e sanidade, o que, no conjunto, incrementa a produtividade. O extrato já é usado especialmente nas culturas perenes, mas também para culturas anuais, na Europa e nos Estados Unidos. Inúmeros resultados de pesquisas no Brasil comprovam a eficácia dos extratos de algumas algas selecionadas.
Assim, a proposta do projeto é produzir tais macroalgas próximo aos locais de maior consumo, como é o caso de Formosa, provendo nutrientes e luminosidade adequadas para maximização do crescimento dos organismos de interesse. “Iremos produzi-las em sistemas de produção competitivos, gerando emprego para a Região. Elas poderão ser produzidas em biorreatores, por exemplo, que maximizam o uso do espaço e facilitam o reuso da água e controle de rejeitos ”, destaca Miranda.
“Com esta tecnologia será possível, produzir o extrato de algas no pais, eliminado a necessidade de importarmos o produto de fora do país ”, destaca Gregory. “Como somos uma empresa brasileira queremos investir em um produto totalmente nacional ”.
Financiamento
A tecnologia em questão, esta sendo desenvolvida no âmbito da Unidade Embrapii Bioquímica de Renováveis, hospedada na Embrapa Agroenergia. Jorge Guimarães, Diretor-Presidente da Embrapii, salienta que a Embrapii tem, por missão, fazer o desenvolvimento de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor industrial.
De acordo com a pesquisadora e coordenadora da unidade EMBRAPII – Embrapa Agroenergia, Patrícia Abdelnur, é importante divulgar para os produtores e empresários a oportunidade de incentivo a pesquisa e inovação na indústria por meio do aporte de recursos não-reembolsáveis via Embrapii em parceria com a Embrapa Agroenergia, como é o caso do projeto com a Dimiagro. “A possibilidade de contatar com recursos da Embrapii, e do Sebrae, efetivamente viabilizou o começo desse projeto, de uma maneira bastante ágil e objetiva ”, enfatiza Gregory.
A Embrapii, destaca Guimarães, tem muita convicção de que no setor do agronegócio, que é altamente diferenciado e especializado, a ciência básica e a ciência aplicada permitirão desenvolver diversas tecnologias que impulsionaram diversos setores do segmento industrial do pais e, no caso específico, agroindustrial. “Não é sem razão que temos a unidade Embrapa Agroenergia como unidade nossa em Brasília. Certamente, teremos também outros desdobramentos importantes com o projeto que está sendo discutido entre a Embrapa e a Embrapii para ampliarmos o número de Unidades de pesquisa e de inovação destinada a desenvolver cada vez mais o setor agropecuário ”, complementa Guimarães. Guimarães, por fim enfatiza que, ao se realizar a assinatura de um contrato como esse que está ocorrendo na cerimônia de abertura da AgroBrasília 2018, estamos na realidade homenageando tal setor, para dar a verdadeira dimensão da importância do agronegócio ”.
Tecnologias
Conheça mais sobre a Embrapa Agroenergia, bem como sobre as tecnologias em desenvolvimento na Unidade visitando nossa Vitrine de tecnologias no sitewww.embrapa.br/agroenergia. Para mais informações sobre como realizar negócios a Embrapa Agroenergia acessehttps://www.embrapa.br/agroenergia/transferencia-de-tecnologia. Para mais informações sobre como desenvolver projetos com a Embrapa Agroenergia via Embrapii acessewww.embrapa.br/agroenergia/embrapii.
Acordo
O Acordo de Cooperação Técnica entre a Embrapa Agroenergia e a Dimiagro vai ser assinado no dia 15 de maio na cerimônia de abertura da AgroBrasília. Os produtores poderão ainda ver experimentos de crescimento de plantas com a aplicação de biofertilizantes no estande da Embrapa e da própria Dimiagro.
fonte: EMBRAPA





