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Matéria publicada originalmente 24/05/2019
O Espírito Santo apresentou um crescimento de 253% no ano passado nas exportações de gengibre, atingindo 9.067 toneladas. A receita dobrou, para US$ 10,2 milhões e o Estado respondeu por 59% das exportações do país.
O cultivo está concentrado na região central Serrana do Estado, em altitudes que variam de 500 a 800m, onde a principal atividade é a olericultura. A cultura é desenvolvida por agricultores familiares, predominantemente de origem alemã e pomerana, em áreas de cultivo em torno de 0,7 ha, tendo os municípios de Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá como maiores produtores.
Em Domingos Martins, nas divisas com Santa Leopoldina, a família Kempim investe na cultura de gengibre na localidade de Alto Galo. A safra vai de junho até meados de dezembro com boas expectativas por conta do aumento das áreas plantadas e manejo correto com resultados em produtividade. Em 2018, os produtores exportaram 45 contêineres de 1.280 kg cada.
O produtor Deolindo Kempim afirma que a produção na região cresce a cada ano, com destaque nos últimos cinco anos. “Tudo ocorre na base da tentativa e erro dos próprios produtores ”, diz.
Os Kempim trabalham em parceria com duas empresas de Linhares e uma de Belo Horizonte. O produto tem como mercado Estados Unidos e Europa. O preço da caixa de 13,600 kg, de acordo com o produtor, deve ficar nos atuais R$ 25, considerado favorável neste início de safra.





