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Matéria publicada originalmente 01/06/2022
A área com cultivos protegidos de tomate, pimentão, morango, pepino e outros hortifruti quadriplicou na região serrana do Espírito Santo nos últimos três anos. As regiões de Alto Caxixe (Venda Nova do Imigrante) e Fazenda Guandu (Afonso Cláudio), que somavam cerca de 20 hectares com plantios em estufa até 2019, agora passam de 80 ha com a técnica.
A constatação é de engenheiros agrônomos especialistas no assunto. Leonardo Caliman, que acompanha a evolução dos cultivos protegidos há dez anos nas montanhas, afirma que a área chega a 200 hectares se incluso o distrito de Garrafão, em Santa Maria de Jetibá, no levantamento. A localidade é referência estadual na produção de morango.
Menor perda de produção e maior proteção climática estão entre as vantagens do uso das estufas para as culturas típicas da região serrana. “O produtor faz a estrutura até por conta própria, porque é simples de montar”, analisa o agrônomo e produtor Bruno Cesconetto, de Alto Caxixe.
Segundo Cesconetto, cerca de 20 produtores desse distrito e também da localidade de São José do Alto Viçosa, ambos na zona rural de Venda Nova, mantêm áreas protegidas. Enquanto as estufas de morango e tomate aumentaram mais de 2019 até agora, os produtores de flores e pimentão colorido adotaram a técnica há pelo menos seis anos.
“A região sofre muito durante os períodos de chuvas, com precipitações por períodos prolongados e de elevado volume. Além também de possuir um inverno que chega a temperaturas próximas a zero grau que torna limitante para certas culturas. Com as estufas, é possível cultivar o ano todo”, avalia o agrônomo.
Além das vantagens já citadas, a engenheira agrônoma e doutora em Produção Vegetal Marjorie Spadeto destaca outras contribuições dos cultivos protegidos que vão culminar em aumento da produtividade. “O material utilizado nas estufas muitas vezes barra a entrada dos insetos. Além disso, o controle biológico fica mais fácil na diminuição da incidência de pragas. Sem contar o benefício para os trabalhadores, que não ficam expostos à chuva ou neblina”.






