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Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo publicaram um artigo que associa a ingestão de peixe cru, da espécie tucunaré, a um caso de meningite eosinofílica, causada por um parasita do gênero Gnathostoma, que ataca o sistema nervoso central do corpo humano. O estudo foi publicado na última segunda (4) na “Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical”. As informações são da Revista Galileu.
Segundo o site, essa é a primeira vez que um episódio como este foi documentado no país. Antes, os estudos apontavam apenas infecções de pele, conhecidas como “bicho geográfico”. A ingestão das larvas do parasita é a segunda causa mais frequente desse tipo de meningite no mundo.
O episódio aconteceu em 2017, na Amazônia, em um jovem que viajou para a região para praticar a pesca no rio Juruena. Outros turistas que estavam na mesma viagem relataram diarréia. Todos ingeriram tucunaré na forma de sashimi.
Segundo a Galileu, o jovem não apresentou o sintoma, mas fadiga, palpitações, falta de ar e dor de cabeça. Após exames mais minuciosos, os médicos verificaram que o jovem tinha 63% de eosinófilos no sangue, glóbulos brancos comuns em resposta a infecções por parasitas ou alergias.
“A suspeita da infecção surgiu após uma análise do histórico de viagem e do relato de outro turista que estava na mesma região, que teve uma lesão na pele abdominal, conhecida como uma forma de bicho geográfico, possivelmente causada pelo mesmo parasita”, informa a publicação, que afirmou, ainda, que as amostras foram analisadas em 2018 e indicaram contato com o parasita.
A pesquisa mostra a necessidade de orientar a população sobre o perigo do consumo de peixe cru, em especial, espécies silvestres. Os pesquisadores informaram, ainda, que “embora o maior número de relatos de infecção parasitária no Brasil envolva o tucunaré, ainda é preciso aguardar as conclusões de novos estudos sobre outras espécies envolvidas na transmissão deste parasita”.
Com informações da Revista Galileu





