Mais lidas 🔥

Produção de peixes
Gigante da tilápia: cooperativa finaliza unidade com capacidade para 20 toneladas diárias

Chance de El Niño forte ou muito forte cresce e acende alerta para 2026

Agricultura familiar
Projeto Mulheres do Cacau implanta sistemas agroflorestais e unidades de beneficiamento de amêndoas

Chuva atípica pode superar média de junho no Sudeste e Centro-Oeste antes do inverno

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 08 de junho

Apesar da previsão otimista de uma década com clima estável e chuvas bem distribuídas, o meteorologista Luiz Carlos Molion faz um alerta para o futuro: uma seca severa deverá atingir o Brasil entre 2034 e 2035. A previsão compara o evento climático aos períodos de estiagem intensa de 2014/2017 e de 1987/1988, anos de super El Niños.
“Preparem-se, a próxima grande seca será entre 2034 e 2035”, enfatizou Molion, baseando sua previsão na ocorrência do fenômeno de aquecimento anormal das águas do Pacífico no período.
Segundo o meteorologista, os próximos dez anos trarão um clima dentro da média, com precipitações regulares que beneficiarão a agricultura. “Este ano já será muito bom, de chuva bem distribuída. A tendência de longo prazo é de que, nos próximos dez anos, não tenhamos eventos extremos, ou seja, não teremos seca severa e possivelmente nenhum ano extremamente chuvoso. Serão anos dentro da média, chovendo um pouco mais ou menos”, explicou.
No entanto, essa janela de clima favorável antecede um período crítico de estiagem. “O próximo El Niño forte, que fará uma seca severa, eu estimo que seja em 2034 ou 2035, algo semelhante a 2015 e 2016 e 1987 e 1988”, detalhou Molion, sublinhando a necessidade de preparação para enfrentar os impactos dessa futura seca.
O meteorologista também mencionou a possibilidade de uma erupção vulcânica de grande magnitude alterar o cenário climático, mas, na ausência desse evento, a previsão de uma seca severa em meados da próxima década permanece. “Isso, ao menos que exploda um vulcão superpoderoso que jogue material a 30 ou 40 quilômetros de altura. Se ocorrer, vai mudar o clima”, concluiu.




