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O inverno de 2025 começa oficialmente no dia 20 de junho, às 23h42 (horário de Brasília), e se estende até 22 de setembro. E a primeira onda de frio da estação gelada está prevista para os últimos dias de junho e promete ser mais intensa do que a registrada entre os dias 8 e 14 do mesmo mês, segundo dados da Climatempo. As projeções indicam uma queda acentuada nas temperaturas em várias regiões do país, com potencial para estabelecer novos recordes de frio neste ano.
O avanço da massa de ar polar atingirá amplamente o interior do Brasil, provocando forte resfriamento especialmente no Sul, Sudeste e em grande parte do Centro-Oeste. O fenômeno também deve causar um novo episódio de friagem intensa em estados da região Norte, como Rondônia, Acre e o sul do Amazonas — regiões que normalmente não enfrentam ondas de frio tão severas.
A expectativa é de que esta onda polar seja uma das mais significativas do ano, tanto pela extensão territorial que irá alcançar quanto pela intensidade das temperaturas negativas ou muito baixas previstas. Em um cenário climático marcado pela neutralidade térmica no Oceano Pacífico, sem influência direta de El Niño ou La Niña, o frio ganha força e avança com mais facilidade para o interior do país.
Com a possibilidade de novos recordes de frio, os meteorologistas alertam para impactos na agricultura, especialmente nas culturas sensíveis às baixas temperaturas, e recomendam atenção especial à população vulnerável, como idosos e pessoas em situação de rua, que podem ser mais afetados pelas condições extremas.
Como será o inverno de 2025
A estação começa com a noite mais longa do ano e promete devolver ao centro-sul do Brasil a sensação de que o inverno, de fato, existe. Diferente dos dois últimos anos, marcados por temperaturas elevadas e ondas de calor atípicas, o inverno deste ano deve se aproximar do padrão climatológico esperado para o período, com mais episódios de frio espalhados ao longo dos meses.
A estação será marcada por um cenário climático de neutralidade no Oceano Pacífico Equatorial, ou seja, sem a influência direta dos fenômenos El Niño ou La Niña. A ausência desses fenômenos abre espaço para que o frio se espalhe com mais frequência, especialmente no centro-sul do país.
Com relação à chuva, agosto e setembro devem registrar precipitações acima da média em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, devido à atuação de frentes frias e corredores de umidade. No entanto, a costa norte do Nordeste e o norte da região Norte devem ter chuvas abaixo do normal, por influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que estará deslocada mais ao norte. A costa leste do Nordeste seguirá com chuvas frequentes, mas menos intensas que no outono.
A expectativa de mais umidade também influencia no cenário de queimadas. Embora o inverno continue sendo a estação mais seca do ano, a previsão é de que os focos de incêndio sejam menos severos e em menor número em comparação com 2023 e 2024, principalmente no Centro-Oeste e no Sudeste. A exceção é a região do MATOPIBA — que abrange partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — onde o atraso na volta das chuvas na primavera aumenta o risco para incêndios florestais.





