Clima no campo

Incaper lança boletim agroclimático do Espírito Santo

Publicação é organizada pela Coordenação de Meteorologia do instituto

Boletim Agroclimático outono 2026
O volume 13 compreende os períodos de abril a junho de 2026.

A nova edição do Boletim Agroclimático do Espírito Santo já está disponível para baixar no site da biblioteca do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

Entre os diversos produtos e informações relacionados à climatologia e agrometeorologia elaborados pela Coordenação de Meteorologia (CMET) do Incaper, desde 2015, quando ainda era intitulado ‘Boletim Climatológico Trimestral do Espírito Santo’ é disponibilizado à sociedade.

Desde 2021, o material passou a se chamar ‘Boletim Agroclimático do Espírito Santo’. Foram acrescentados novos conteúdos a fim de retratar a influência do comportamento do clima no desenvolvimento das principais atividades agropecuárias capixabas, aproximando-se ainda mais das demandas decorrentes do campo de atuação do Instituto.

“Em um cenário de maior variabilidade climática, como a ocorrência do fenômeno El Niño, o acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e agroclimáticas é fundamental para compreender como as mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas podem repercutir sobre as atividades agropecuárias. O Boletim Agroclimático permite transformar esses dados em informações mais próximas da realidade do campo, evidenciando, por exemplo, situações de deficiência ou excedente hídrico e seus impactos sobre as culturas e a produção animal”, destaca a meteorologista do Incaper e uma das elaboradoras do boletim, Thábata Teixeira Brito de Freitas.

No Espírito Santo, o outono de 2026 foi marcado por redução gradual das chuvas e temperaturas mais amenas. A baixa precipitação provocou deficiência hídrica em praticamente todo o Estado, com impactos mais evidentes na metade norte, afetando principalmente lavouras de sequeiro e aumentando a demanda por irrigação.

Entre as culturas, foram observados diferentes efeitos: no café, as condições mais secas favoreceram a maturação, a colheita e a secagem dos frutos, embora também tenham sido registrados impactos pontuais, como perda de folhas, abortamento de frutos e floradas precoces em lavouras novas; na banana, foram relatadas redução do desenvolvimento vegetativo e da produtividade; no milho, ocorreram registros de redução do desenvolvimento e maior incidência de pragas; e, na pimenta-do-reino, o período mais seco reduziu a incidência de doenças fúngicas em comparação com o mesmo período do ano anterior, mantendo boas perspectivas para a colheita. Já na produção animal, o clima mais seco e as temperaturas mais amenas contribuíram para a redução da disponibilidade e da qualidade das pastagens, com reflexos no ganho de peso dos animais e na produção de leite.

Comentários 0

Carregando comentários…