Mais lidas 🔥

Cafeicultura de excelência
Do sítio ao topo: casal de Barra do Turvo faz café campeão em São Paulo

Exportações e mercado interno
Cacau: governo do ES acompanha impactos e produtores se mobilizam contra importação

Alfredo Rural
Alfredo Chaves: série mostra famílias que movimentam o agro do município

Tradição e gastronomia
Festa do Socol chega à 24ª edição e promete agitar Venda Nova do Imigrante

Artigo
Manifesto de agrônomos do Brasil Central propõe integração regional para o futuro do agro no Cerrado

A VLI Logística, que opera a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), é parceira da Embrapa Cerrados em uma iniciativa que tem potencial de ampliar as áreas cultiváveis em regiões na área de influência da ferrovia, com potencial de criação de um excedente de exportação de grãos direcionados aos portos do Espírito Santo.
A parceria envolve um acordo de cooperação técnica e financeira que prevê a implantação do LabCerrado – Aceleradora de Agroinovação dos Cerrados – Desenvolvimento Sustentável Agroterritorial. O propósito é promover o desenvolvimento sustentável territorial em regiões de Cerrado selecionadas do Estado do Tocantins e de Minas Gerais – em uma área cultivável potencial entre 7 milhões e 10 milhões de hectares.
Mais área cultivável vai se traduzir em mais produção de grãos e mais cargas para os portos capixabas. A VLI já investiu um total de R$ 6,7 milhões na iniciativa, envolvendo a estruturação do programa de aceleração de unidades produtivas rurais baseadas na produção de cultivos anuais de grãos (tais como soja e milho). Investirá, ainda, em pesquisa, desenvolvimento e inovação otimizada por condições de solo e clima.
Edson Zacarias, gerente de Fomento da VLI, destaca que as regiões selecionadas para o LabCerrado têm em comum grandes extensões de áreas de pastagens e agrícolas, que podem ser mais aproveitadas, e uma infraestrutura logística capaz de suportar, com eficiência, o escoamento da produção.
O projeto atua na mobilização e no engajamento dos produtores e demais agentes, como entidades e associações do agro, poder público, indústria, tradings, setor financeiro e outras empresas interessadas em unir forças à VLI e à Embrapa.
O resultado esperado é a estruturação de ecossistemas de inovação com o propósito de acelerar a geração e a adoção de tecnologias que impulsionem a produção do agronegócio nas regiões que são alvo do projeto, gerando mais cargas e mais negócios ao longo da ferrovia.
O ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, é um entusiasta do projeto, que planeja utilizar o pó de rocha – ou pó de basalto – como fertilizante natural para o solo. A iniciativa vai promover a recuperação de solos degradados e em regiões com índice pluviométrico desfavorável.
Segundo Paolinelli, estudos estimam que, a cada um milhão de hectares incorporado, há uma geração de R$ 5 bilhões em receitas divididos entre a produção agrícola, empregos, aquisição de máquinas e logística.




