Mais lidas 🔥

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Dia do Agricultor
Do concreto ao cafezal: uma história de transformação no interior capixaba

Investigação
Operação prende suspeitos de fraude na comercialização de café no sul do ES

Política agrícola
Projeto cria preço mínimo para proteger produtores de cacau

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

A Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ofertou um curso de tratoristas exclusivamente para mulheres, em Linhares. As atividades foram realizadas durante os meses de setembro e outubro deste ano.
A carga horária é composta de partes teóricas e práticas. O curso habilita as alunas a compreender o funcionamento do trator, a identificação e a correção de problemas, além da manutenção e operação prática da máquina.
“Achei de extrema importância para mim. Aqui na roça usamos muito o trator para as atividades do campo. O curso é muito bom”, disse Marineusa Gomes da Rocha, uma das produtoras rurais que participou do treinamento. A cumplicidade criada no ambiente das aulas também foi um ponto positivo abordado pelas mulheres. “Nós pudemos expor dúvidas e inseguranças, sem receio. Trocamos experiências e nos apoiamos”, destacou a aluna Cintia Boldrini.
A iniciativa faz parte do projeto Elas no Campo e na Pesca, criado em 2019. Na época, foi feito um diagnóstico em todo Estado que revelou que a principal demanda das mulheres do campo era em relação à visibilidade. Desde então, várias medidas têm sido tomadas para fortalecer e valorizar o trabalho feminino e a autonomia econômica e financeira das mulheres, por meio da assistência técnica, do acesso ao crédito e às políticas públicas e do apoio ao empreendedorismo, associativismo, cooperativismo e comercialização.
“Era um costume que os convites para cursos e treinamentos fossem ofertados aos homens, que socialmente ainda é visto como chefe da família. As mulheres não eram incentivadas a participar e esse fator desestimulava sua participação nessas atividades. Elas também não participavam de eventos destinados ao público em geral, porque esse convite era entregue na mão do homem. A sociedade enxerga o homem como chefe e representante da família e as mulheres não se sentiam convidadas”, enfatizou a gestora operacional do projeto no Incaper, Alessandra Maria da Silva.
O objetivo dos responsáveis pelo projeto é estendê-lo para outros municípios no ano que vem e dar continuidade aos cursos direcionados ao público feminino. Para Alessandra Maria da Silva, quando uma mulher participa do curso, outras começam a se sentir motivadas a participar: “O que a gente tem observado é que quando uma mulher faz esse tipo de curso, ela se sente empoderada. Elas mostram para outras mulheres como foi gratificante participar do curso e outras mulheres se interessam também”, frisou.




