Mais lidas 🔥

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Dia do Agricultor
Do concreto ao cafezal: uma história de transformação no interior capixaba

Investigação
Operação prende suspeitos de fraude na comercialização de café no sul do ES

Política agrícola
Projeto cria preço mínimo para proteger produtores de cacau

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

Durante a abertura oficial da maior conferência do País sobre Sustentabilidade e ESG, a Sustentabilidade Brasil 2024, que está acontecendo no Espírito Santo, foi assinado pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, o Decreto que institui o Programa Estadual de Monitoramento e Combate ao Desmatamento Ilegal. O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) é o órgão responsável pela governança, desenvolvimento e implementação do Programa.
O Programa Estadual de Monitoramento e Combate ao Desmatamento Ilegal visa ao recebimento, à geração, administração de alerta para a identificação de desmatamento Ilegal e ao monitoramento da restauração florestal, especialmente das áreas objeto do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
O diretor-geral do Idaf, Leonardo Monteiro, ressaltou que o Programa é constituído por quatro eixos principais: estabelece o Idaf como gestor do Programa de Monitoramento Florestal e Combate ao Desmatamento Ilegal; institui multas diárias para infratores que desrespeitarem embargos; impede a concessão de crédito financeiro para proprietários que tenham áreas desmatadas irregularmente ou embargadas; e começa a implementar ações para a criação do “selo verde”, documento que reconhece que o produtor está em dia com as obrigações ambientais, concedendo prioridade para crédito bancário e serviços do Estado, estimulando a exportação de produtos para países que já exigem a comprovação de que o produtor produz sem causar danos ao meio ambiente.
“Estamos seguindo as diretrizes do Governo do Estado e fortalecendo o trabalho do Idaf. O decreto assinado pelo governador Renato Casagrande não só fomenta o caminho para chegarmos ao desmatamento ilegal zero no Estado, mas representa um marco para que o Espírito Santo alcance as metas de neutralização de emissões de gases do efeito estufa, considerando que a erradicação do desmatamento ilegal e o incremento nas áreas em processo de restauração florestal têm efeito positivo direto no sequestro e estoque de carbono no solo e na biomassa florestal”, afirma Monteiro.
O diretor técnico do Idaf, Eduardo Chagas, explica que para identificação de desmatamento Ilegal e o monitoramento da restauração florestal, o decreto cria a Central de Monitoramento de Florestas (CMF), vinculada à gerência de Licenciamento e Controle Florestal (Gelcof) do Idaf, sendo responsável em âmbito estadual pela análise primária dos dados gerados nos sistemas de alerta de desmatamento, pela distribuição dos alertas entre os entes fiscalizadores – Idaf, Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) –, pela consolidação dos dados após a realização do atendimento dos alertas, pelo monitoramento das áreas, e pela disponibilização no site oficial do Idaf para consultas públicas, a lista de desmatamento ilegal do Espírito Santo e os dados geolocalizados das áreas embargadas.
“A Central de Monitoramento de Florestas está nos detalhes finais e, em breve, será inaugurada. Terá tecnologia de ponta e sistemas modernos que facilitam o acompanhamento em tempo ágil de qualquer mudança na vegetação do Espírito Santo, facilitando a identificação dos pontos de desmate e os infratores, dando celeridade aos processos. Quem cometer crime ambiental no Espírito Santo será identificado rapidamente e penalizado na esfera administrativa. Ações como essas que estão no novo programa do Governo, gerenciado pelo Idaf, serão eficazes para coibir o desmatamento ilegal e garantir que o dano ambiental já causado será recuperado”, explica Chagas.




