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O Brasil tem se tornado um país cada vez mais consumidor de moda esportiva e fitness. Somente em 2023, o país produziu 638,5 milhões de peças, e faturou cerca de R$ 23,2 bilhões no período, o que representa um aumento de 3,4%. O setor de roupas para esporte também cresce globalmente, com a expectativa de aumentar em 14,9% a sua produção até 2029. Além disso, o segmento esportivo brasileiro movimentou R$ 16,3 bilhões no e-commerce no último ano, um aumento de 42,3% em relação a 2023, com itens de vestuário sendo responsáveis por 45% desse número. Contudo, toda essa produção massiva de peças gera um alto nível de poluição. Somente a produção têxtil é responsável por 20% da contaminação de água potável em todo mundo.
Pensando em soluções sustentáveis para a indústria têxtil, uma empresa de moda esportiva começou a usar um novo tecido feito a partir do milho, capaz de reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Batizado de Bioamida, o material é produzido a partir de uma biomassa vegetal geneticamente modificada e adaptada para uso industrial — sem competir com o milho destinado à alimentação. Além de ecológica, traz ganhos operacionais: as peças produzidas com esse tecido exigem menos tempo e temperaturas mais baixas para o tingimento, absorvem melhor o corante do banho e otimizam a reutilização da água nas fábricas. O resultado é uma redução de até 50% na pegada de carbono, em comparação com outras poliamidas convencionais.
Para Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Multisport, “a criação de roupas sustentáveis deixou de ser uma tendência e se tornou uma responsabilidade. Precisamos olhar para o futuro e adotar práticas que não apenas atendam às necessidades dos consumidores, mas também respeitem o meio ambiente. Usar materiais ecológicos, como tecidos orgânicos, é um passo fundamental para reduzir o impacto ambiental da nossa produção”.




