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O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) alerta a população quanto às boas práticas de aplicação de agrotóxicos, que devem ser obrigatoriamente seguidas pelos produtores que fazem uso desses produtos. No período da florada do café – que no Espírito Santo acontece, em geral, a partir de agosto – como o processo de polinização é mais intenso, a orientação é evitar a aplicação e redobrar os cuidados para evitar a contaminação de insetos, como as abelhas, e do meio ambiente.
Para o gerente de defesa sanitária e inspeção vegetal do Idaf, Daniel Pombo de Abreu, além do atendimento às exigências para o uso de agrotóxicos, é fundamental que haja uma comunicação entre os criadores de abelhas e os agricultores. “É importante informar aos agricultores da presença das criações nas proximidades do plantio. Por outro lado, os agricultores devem avisar quando forem pulverizar agrotóxicos em seus cultivos, de forma que ambos definam um local seguro para a transferência das caixas de abelhas ou mesmo para fechá-las durante a aplicação. Essa relação é essencial para que as atividades convivam de forma harmônica”, pontuou.
As principais recomendações para aplicação de agrotóxicos, independentemente da época do ano, são: seguir as orientações de rótulo, bula e receita agronômica, garantindo o uso específico para a cultura indicada, doses adequadas e forma de aplicação correta; implementar o manejo integrado de pragas (MIP) e aplicar apenas se as condições climáticas forem favoráveis.
Além disso, sempre que possível, a aplicação deve acontecer fora do horário habitual de visitação das abelhas, que costuma acontecer no início da manhã. Outra prática que pode contribuir para a polinização das abelhas é o plantio de espécies melíferas próximo à área de cultivo para que mantenham as abelhas afastadas, desviando-as da rota de produção.




