Mais lidas 🔥

Inovação no campo
Nova variedade de banana chama atenção de produtores no ES

Rio Grande do Sul
Azeite brasileiro atinge nota máxima e é eleito o melhor do mundo em concurso na Suíça

Chuva de um lado, seca de outro
El Niño de 2026/2027 pode repetir a força e os impactos do fenômeno de 2015/2016?

Desenvolvimento rural
Mais de 161 mil mudas impulsionam produção no Norte do ES

Produção artesanal
Valença, no Rio de Janeiro, conquista 13 medalhas no Mundial do Queijo

Uma nuvem de gafanhotos gigantes foi avistada no Mato Grosso no final de agosto e já trouxe prejuízo ao entorno da capital, Cuiabá. Os insetos atacaram árvores frutíferas, desfolhando mangueiras, coqueiros e cajueiros, além da produção de hortaliças. Esta já seria a segunda vez que os insetos apareceram este ano. “Isso nunca havia acontecido antes. Aqui temos aqueles gafanhotos pequenos, verdes, e que ficam no mato. Esses são enormes e destroem tudo o que eles encontram ”, destacou a presidente da Associação dos Moradores do Quintas do Bandeira, Josefina de Almeida. No local a predominância é da agricultura familiar.
Técnicos da Secretaria de Agricultura de Cuiabá (MT), do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) e a superintendência local do Ministério da Agricultura visitaram estão mapeando a praga. Eles estiveram no local atacado na semana passada.
A espécie de gafanhoto encontrada seria pelo menos três vezes maior do que a que atacou a Argentina eseria aTropidacris collaris, um grande gafanhoto da América do Sul, também é conhecido como o gafanhoto de asas azuis, embora varie muito em cores. É comum em florestas e áreas secas da América do Sul, da Colômbia à Argentina e não tem hábitos migratórios. A nuvem que está na Argentina é da espécieschistocerca cancellataou gafanhoto sul-americano.
Agora os órgãos trabalham em um plano de ação contra a praga. O uso de inseticidas está praticamente descartado devido aos males que poderia causar a população local e outras culturas e insetos como as abelhas. Como causa estariam as queimadas na região.
E os da Argentina?
Segundo a última informação divulgada peloServiço Nacional de Saúde e Qualidade Alimentar (Senasa) as nuvens seguem no país mas com menos força migratória devido às baixas temperaturas. Das10 nuvens que surgiram,2 já estão controladas: uma é a da fronteira entre Argentina, Brasil e Uruguai e outra no centro do país. As restantes seguem mais ao norte, na região de fronteira com o Paraguai, de onde teriam surgido.
As nuvens são consideradas sob controle e dificilmente migrarão para o Brasil pois precisam de calor e vento para tal e as condições são desfavoráveis. A Argentina também emitiu alerta para gafanhotos gigantes da mesma espécie encontrada em Mato Grosso, que pode chegar a 14 centímetrosna fase adulta.




