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A evolução qualitativa nacional é notada quando se observa que, em meio ao avanço do consumo interno, há redução nas importações de cafés instantâneos. “De janeiro a agosto, as compras do produto do exterior foram de 26,7 mil sacas, o que representa uma diminuição de 32,4% em relação ao volume adquirido no mesmo período de 2020”, revela Lima.
Na contramão do consumo, os embarques de café solúvel do Brasil registram declínio no acumulado de 2021. Entre janeiro e agosto, as exportações do produto totalizam 2,536 milhões de sacas, montante 6,4% inferior ao registrado no acumulado dos oito primeiros meses de 2020.
“A dificuldade para se obter contêineres e espaço em navios se tornou rotineira desde maio e permanece até hoje, o que reduz a capacidade e eleva os custos de embarque, impactando o desempenho de todo o setor exportador brasileiro. Além disso, adversidades climáticas no cinturão produtor do Brasil geram incertezas quanto à próxima safra e provocaram uma disparada nos preços internos e internacionais do café, o que dificulta a comercialização e desaquece a demanda em certos mercados”, conclui.






