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Wesley Mendes, Presidente do Sindicato Rural de Cachoeiro de Itapemirim

Wesley Mendes, presidente do Sindicato Rural de Cachoeiro de Itapemirim, recebeu a revista SAFRA ES para falar um pouco sobre a entidade. A conversa rendeu e ele fez um excelente anúncio: O Sindicato construirá em Cachoeiro de Itapemirim, com o apoio de várias entidades, um grande centro de educação ambiental para produtores rurais de todo o sul capixaba. Confira.

por Redação Conexão Safra

em 08/10/2013 às 0h00

7 min de leitura


Revista SAFRA ES &ndash, Como se dá a relação entre o Sindicato Rural Patronal e o de Trabalhadores Rurais em Cachoeiro? Em muitos municípios o diálogo é difícil. Qual é o cenário real entre as entidades?


Wesley Mendes – Não existe nenhuma diferença entre ser agricultor familiar ou não. O sistema sindical rural tem uma responsabilidade muito grande, ele precisa ser esse representante legítimo do produtor rural enquadrado nas suas características. Não há mais uma relação de oposição entre os sindicatos patronais e de trabalhadores rurais. A relação melhorou muito, porque ambos vêm trabalhando para dar condições mais dignas ao homem que trabalha no campo, porque o que todo jovem quer, o que todo homem e mulher que vivem no campo querem é ter uma renda digna. E na hora de negociar o que vale é o diálogo.


SAFRA ES &ndash, Qual é a estrutura sindical rural no estado do Espírito Santo? E qual é a função do Senar dentro do sistema?


Wesley – O sistema sindical rural é formado pela Confederação Nacional de Agricultura, pela Federação de Agricultura do estado do Espírito Santo e pelos sindicatos rurais patronais ou sindicato dos produtores rurais. O Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) é uma autarquia federal criada pelo sistema sindical rural e tem um papel fundamental na vida do produtor. Só no município de Cachoeiro, o Senar treina mais de 4.000 pessoas por ano, de todas as especialidades e profi ssões do campo e de grande alcance social, que inclui a mulher e o jovem, como aquele que também pode prover renda. São cursos ministrados nas comunidades.


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SAFRA ES &ndash, E qual é o cenário no sul do estado? A demanda por cursos deve ser grande em toda a região.


Wesley – O Senar promove cerca de 8.000 cursos por ano em todo o sul do estado. Existe uma demanda muito grande por informação e qualificação, o que é muito necessário nos dias de hoje, onde o campo tem que ser mais produtivo na menor área possível para compensar a questão ambiental, e que todos precisarão cumprir, é tentar minimizar o impacto na renda do produtor. O Senar não treina apenas com os cursos tradicionais. Ele treina nas áreas administrativa, financeira, da mulher, para que o produtor tenha um planejamento estratégico para a sua propriedade, com ferramentas de gestão. É vital para o produtor.


Numa conversa com o presidente do Incaper, o Evair Vieira de Melo, um grande amigo e que temos uma grande afinidade, falávamos em deixar um legado para os novos produtores rurais, os sucessores das propriedades. Disse a ele sobre a necessidade de termos um grande Centro de Treinamento Rural. Um lugar que seja um centro de convergência para todos esses treinamentos e cursos, que ofereça um local para homem do campo. Não só para produtores, mas para órgãos e instituições que façam parte dessa cadeira produtiva, bancos, asssociações de produtores, cooperativas, sindicatos que poderão usar esse espaço como um ponto de encontro para planejar suas reuniões, palestras, exposições, feiras. Ele nos apoiou de imediato.


Revista SAFRA ES – Mas o projeto é grandioso e de grande importância para toda a região sul. O Sindicato conta com o apoio de outras entidades?


Wesley – Estamos viabilizando essa solução em uma parte da Fazenda Monte Líbano, em Cachoeiro. O Sindicato encontrou os parceiros: Selita, OCB, SEAG, Prefeitura de Cachoeiro, Federação de Agricultura e Senar. E quando esses parceiros chegaram, coisas boas aconteceram e as ideias avançaram. A proposta inicial de fazer um centro de treinamento avançou para um Centro de Educação Ambiental e Treinamento Rural. Mas educação ambiental voltado para um ponto de vista que a sociedade muitas vezes não tem, de perceber que o homem do campo faz parte dessa sustentabilidade que todo mundo espera. Ele já faz parte. Ele não é o opositor. Ele está inserido nisso. Não existe sustentabilidade sem que uma família do campo viva dignamente.


Revista SAFRA ES &ndash, O conceito de Sustentabilidade é amplo. De que forma vocês pensam em tratar essa questão junto ao produtor rural. Como apelo ambiental?


Wesley &ndash, Acreditamos que o maior foco da sustentabilidade está na pessoa, no ser humano e é isso que o Centro vai focar: na valorização do homem do campo como preservador. Como esse que cuida da terra, que produz alimento. O projeto prevê a visitação de alunos, a preservação de uma floresta que lá existe, a implantação de um modelo de agroindústria, área coberta de 2.000 m² para realização de feiras e amostras, dormitório para acolher 60 pessoas, auditório grande, salas de aula, enfim, uma fazenda modelo, para que possamos mostrar que é possível preservar, e que é possível produzir com sustentabilidade. E essa é a grande novidade para todo o estado do Espírito Santo, e falo isso com orgulho, uma ideia que nasceu aqui dentro do Sindicato.


Revista SAFRA ES &ndash, Você parece estar bastante entusiasmado. O sentimento é o mesmo entre os parceiros desta iniciativa?


Wesley – Sim, sem dúvida , o sentimento é comum e o tem me deixado impressionado é a forma como temos sido acolhidos por pessoas como o Enio Bergoli, da SEAG, o Evair de Melo, do Incaper, o Estherio Colnago, da OCB, o sr. José Onofre Lopes, o sr. Zito, da Selita, o Julio Rocha, da Federação e o sr. Deuzedino, do Senar. A gente percebe que o sonho está no coração de todos. E é o projeto da vida do Sindicato. No futuro, queremos olhar para trás, ver que a semente plantada deu bons frutos. Se não agirmos com muita clareza nesse sentido, não teremos ninguém no campo porque fi xar é muito pouco. Queremos que o produtor fi que no campo, mas que fi que bem, ganhando bem, com muita dignidade. Trabalha- -se muito no campo, mas a qualidade de vida em relação à da cidade é muito melhor. Nosso trabalho é esse, preparar pessoas para que elas vivam no campo com mais dignidade.


Sindicato Rural de Cachoeiro de Itapemirim Endereço: Rua Monte Castelo, 60, Independência, Cachoeiro de Itapemirim &ndash, ES

CEP 29306-500. Cachoeiro de Itapemirim. Tel: 28 3522 1225. E-mail: srci@veloxmail.com.br


Produtos e Serviços:


Além da representatividade da classe produtora rural, o Sindicato Rural presta vários serviços aos seus associados, inclusive seus dependentes e até mesmo aos seus empregados e parceiros. Oferece assistências médica e odontológica, a primeira terceirizada e a segunda em convênio com a Prefeitura Municipal. Também possui à disposição do associado, advogado e técnico contábil. Presta assistência contábil a mais de 200 (duzentas) propriedades, sendo registrada a movimentação de pessoal e as contribuições com inteira segurança, através de moderno sistema informatizado:


  • – Declarações de ITR,
  • – Elaboração de Contratos,
  • – Assistência Médica (ASO),
  • – Assistência Odontológica,
  • – Assistência Jurídica,
  • – Assistência Contábil (somente área rural),
  • – Atendimentos Gerais,


Extensão de Base: Atílio Vivacqua e Vargem Alta Histórico: O Sindicato Rural de Cachoeiro de Itapemirim teve seu início no ano de 1963, com a união de alguns produtores rurais que queriam o fortalecimento da classe ruralista, porém, já vinham atuando desde 1938, mas com a denominação de Associação Rural Sul Espírito Santense.


Até o ano de 1986 era quem organizava as exposições agropecuárias do município, tanto que sua sede foi implantada dentro do antigo Parque de Exposições, no centro da cidade. Por imposição do poder municipal – seu parceiro em uma área de aproximadamente 10.000 m² – essa área foi dividida, restando para o Sindicato 1.175 m², e o restante da área destinada ao Poder Judiciário, à Justiça Federal, ao Ministério Público e à OAB/ES. Hoje no local do antigo parque, está a nova sede do Sindicato, o Fórum, a Justiça Federal, a OAB e o Ministério Público. Com a criação do novo parque de exposições da cidade, o Sindicato deixou de ter o compromisso de organizar as exposições agropecuárias.


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