Mais lidas 🔥

Venda Nova do Imigrante
Festa da Polenta não será realizada este ano

Ventos costeiros
Inmet emite aviso de vendaval para 31 cidades do Espírito Santo; veja os municípios em alerta

Identidade capixaba
Feira dos Municípios 2026 destaca cultura dos 78 municípios do ES

Alfredo Chaves
Alfredo Rural: destaca cultivo de caqui e batata-baroa

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 11 de maio

A nova edição da revista Conexão Safra coloca em pauta um tema sensível e urgente: a saúde mental no campo. A matéria de capa, assinada pelo repórter Leandro Fidelis, revela números alarmantes sobre depressão e suicídios em municípios do interior do Espírito Santo, destacando a necessidade de ampliar o acolhimento às famílias rurais.
A editora da revista, Kátia Quedevez, chama atenção para o peso que recai sobre os produtores, em especial as mulheres, que acumulam as responsabilidades da produção rural e da vida doméstica. “Estamos há 14 anos comunicando sobre o agro e, ao longo dessa trajetória, ouvimos relatos muito fortes, especialmente de mulheres, que sentem a sobrecarga de não dar conta de tudo”, afirma.
A pressão vai além das dificuldades tradicionais do setor, como intempéries climáticas e oscilações de mercado. A sucessão familiar, cada vez menos aceita pelos filhos e netos, também tem gerado angústia entre os agricultores. A editora alerta ainda que, mesmo entre produtores premiados, há sofrimento silencioso: a rotina dura e solitária pode levar à depressão.
A reportagem reforça que o problema é agravado pela falta de alternativas no meio rural. Ao contrário do trabalhador urbano, que pode se afastar do emprego formal em caso de adoecimento, o produtor rural precisa continuar suas atividades mesmo quando enfrenta ansiedade, depressão ou síndrome do pânico.
Para a Conexão Safra, comunicar sobre saúde mental no campo é parte de um compromisso maior com os agricultores. A revista planeja uma série de conteúdos que dialogam com iniciativas como o programa Saúde no Campo, do Senar-ES, que já leva apoio físico e psicológico às famílias rurais.
“O papel da comunicação é mostrar que isso existe, que está diante dos nossos olhos, e ouvir quem já conseguiu superar situações de adoecimento. A saúde mental do homem e da mulher do campo precisa estar no centro do debate”, defende Kátia Quedevez.





