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A Cosalfa reúne representantes de 12 países sul-americanos membros da entidade, além do Panamá, convidado da América Central, e serão discutidas alternativas para retirada da vacinação contra a febre aftosa. Atualmente, a vacinação é obrigatória em todo o país, à exceção do Estado de Santa Catarina. No Espírito Santo, são duas etapas anuais: em maio são vacinados bovinos e bubalinos com até dois anos de idade e em novembrotodo o rebanho, independente da faixa etária.
O movimento, que se iniciou com o Paraná em 2013, tem ganhado cada vez mais força entre os Estados da Federação, que têm se reunido com frequência para debater a questão. No final de janeiro deste ano, representantes da cadeia produtiva do Brasil e exterior reuniram-se na sede da Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) para tratar sobre o fim da obrigatoriedade da vacinação. A reunião foi coordenada pelo Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa) e as conclusões serão apresentadas na próxima quarta-feira (05), durante a reunião da Cosalfa.
Entidades da cadeia produtiva financiaram um estudo que está sendo conduzido pela Universidade de São Paulo (USP) com o objetivo de fornecer subsídios ao Ministério da Agricultura para formulação de uma proposta para retirada da vacinação a ser discutida entre os Estados.
Como vai acontecer?
Segundo o chefe do DDSIA, Fabiano Fiuza Rangel, a retirada pode acontecer em bloco, por Estados, ou por faixa etária dos animais. “A reunião da Cosalfa será o marco inicial para a definição das estratégias que serão adotadas. Já existe a expectativa de dividir o país em blocos para compreensão da distribuição espacial, população de animais, características de movimentação de trânsito, e assim definir a melhor estratégia a adotar ”, afirma Fiuza, que durante a Cosalfa coordenará a reunião do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa).
Espírito Santo
O Espírito Santo mantém o status de zona livre de febre aftosa com vacinação, com reconhecimento internacional, desde 2001, estando apto a exportar carne bovina para mercados exigentes como União Europeia, Chile e União Aduaneira. A última ocorrência da doença no Estado foi registrada em 1996.





