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A produção de queijos artesanais por produtores rurais do Espírito Santo é uma fonte de renda para muitas famílias. O negócio movimenta a economia dos municípios e gera lucros para os trabalhadores do campo. Porém, os produtores ainda encontram gargalos no processo de reconhecimento, fabricação e comercialização dos queijos.
Pensando nessas famílias e considerando a atuação do Senar-ES em ampliar os conhecimentos e incentivar a formação profissional e a promoção social do homem do campo, além de garantir uma melhor qualidade de vida e oportunidades no mercado de trabalho, o Sistema Faes/Senar-ES realizou nos dias 25 e 26 de julho um curso de Cura de Queijos, com o intuito de conduzir futuramente um plano de trabalho junto às entidades parceiras, buscando estruturar um projeto que permita a comercialização dos queijos artesanais no estado.
A professora da École Laitière “EnilBio ” de Poligny Franche Comte, Délphine Gehant, ministrou a capacitação, que contou com tradução simultânea, via rádio, por Débora Pereira, jornalista e presidente da SerTãoBras, o maior site de informação sobre queijo artesanal e de leite cru no Brasil.
O presidente do Sindicato Rural de Viana, José Dalton Resende, participou da capacitação e afirmou ter interesse em se tornar produtor de queijos artesanais. Ele destacou que muitos produtores encontram dificuldades nos processos de fabricação e comercialização. “As fiscalizações sanitárias, normas federais, estaduais e municipais, além das legislações limitam muito o trabalho do produtor, o que dificulta a geração de lucros ”.
Já o produtor rural de Santa Teresa, Alexandre Lamborghini, comenta ter dificuldade em encontrar matéria prima para a produção dos queijos. “No município tenho demanda e sempre muitas entregas para fazer. Minha produção é de 600 kg de leite por dia, e gasto de 8 a 9 para cada peça de 1kg ”, relatou.
Alexandre chega a vender, por até R$ 80, uma peça de queijo com um ano de maturação, e aposta muito que a legislação apoie os pequenos produtores de queijos artesanais. “A iniciativa da Faes e do Senar-ES é excelente porque todos aguardamos a adequação da legislação para estender a comercialização ”, completa o produtor de Santa Teresa.





