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Representantes dos produtores de café devem se reunir na próxima segunda-feira, 19, em Varginha, no sul de Minas, para discutir a importação do grão robusta do Vietnã. Devem participar também autoridades do governo e parlamentares. A informação é do secretário de Agricultura do Espírito Santo, Octaciano Gomes de Souza Neto. A atividade cafeeira no Espírito Santo, principal produtor de café robusta (conilon) do País, é responsável por 35% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do Estado e gera em torno de 400 mil empregos diretos e indiretos, segundo a secretaria. O Ministério da Agricultura cogita a liberação da importação de grão verde robusta vietnamita por indústrias brasileiras de café torrado, moído e de solúvel, de forma temporária, em volume específico a ser definido. Para o secretário Octaciano Neto, a medida prejudica os produtores capixabas, que já enfrentam sérias dificuldades em decorrência da pior seca dos últimos 80 anos que atinge o Estado e que, nos últimos três anos, agravou os impactos sobre a produção e acarretou queda significativa nos resultados da cafeicultura. Octaciano Neto disse no comunicado que o governo do Espírito Santo é contra a importação. Segundo ele, a seca fez com que o custo aumentasse e a produção caísse. A safra de conilon deste ano no Espírito Santo deverá fechar em 5,3 milhões de sacas de 60 kg, em comparação com 7,7 milhões de sacas em 2015. “Além disso, por conta da lei trabalhista, fiscal e ambiental do Brasil, é mais caro produzir aqui do que em outros países, como no Vietnã ”, informou o secretário. Ele acrescentou, ainda, que a importação, se autorizada, vai representar a queda no valor do produto e atingir diretamente os cafeicultores. “E ainda há o risco fitossanitário, pois os grãos vêm verdes para cá e podem trazer alguma praga ”, afirmou Octaciano Neto.





