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Embora venha enfrentando, desde o primeiro mês de 2016, custos de produção extremamente elevados e totalmente diferenciados do que se poderia chamar de “padrão ”, na prática os preços do frango vivo vêm tendo no decorrer do ano o mesmo comportamento da curva estacional &ndash, aquela observada em condições normais de produção e que é determinada, sobretudo, pelo ciclo de safra e entressafra da carne bovina.
Sob esse aspecto, as variações têm sido muito pequenas, havendo inclusive mês (fevereiro) em que o preço alcançado ficou aquém da curva estacional. Já nos outros sete primeiros meses do ano a cotação média registrada foi igual ou ligeiramente superior à da curva.
Com isso, o preço médio dos oito primeiros meses do ano (base: interior paulista), da ordem de R$2,79/kg, ficou menos de 7% acima da média registrada nos 12 meses de 2015 (perto de R$2,62/kg).
Pela curva sazonal (referente aos últimos 21 anos), o preço médio do período teria ficado cerca de 2,5% acima da média do ano anterior (os ganhos maiores se concentram nos últimos meses do ano). Ou seja: houve algum ganho em 2016. Mas &ndash, convenhamos &ndash, foi muito pouco ou praticamente nada frente à elevação dos custos.
Pior, no entanto, vêm sendo as perspectivas para setembro corrente. Pois em vez de as altas prosseguirem, como ocorre na curva estacional, o mês está sendo aberto com recuo de preço em relação a agosto.
À primeira vista a queda não deveria ocorrer, pois o frango que está indo para o abate no momento provém dos pintos produzidos em julho, cujo volume &ndash, dados da APINCO &ndash, sofreu sensível redução. E se a oferta [de frangos] é menor, isto deveria se refletir nos preços.
Podem ser outros os fatores, mas tudo indica que a ocorrência esteja ligada à recente queda nas exportações de carne de frango. Pois, o volume de produto in natura exportado no último bimestre (julho/agosto passado) foi 12% menor que o do bimestre maio/junho. Ou 14% inferior ao do mesmo bimestre do ano passado.
Quer dizer: mesmo que não tenha ocorrido aumento de produção, mais carne de frango passou a ser direcionada para o mercado interno. E, neste caso, pior ainda se a redução estiver recaindo sobre os “grillers ”. Porque, ao ficarem no mercado interno, os milhares de cabeças que seriam exportadas com pouco mais de 1 kg de peso abatido, acabam alcançando no mínimo o dobro do peso e inflando ainda mais um mercado já afetado por uma demanda recessiva.
Esse efeito só será superado quando o excedente originalmente exportável deixar de existir. E, neste caso, pouco adianta reduzir a produção em 5% se o volume antes destinado à exportação caiu mais de 10%.
Fonte: Agrolink





