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Em um cenário de crises ambientais, solos exauridos e uma demanda crescente por alimentos sustentáveis, os bioinsumos surgem como uma alternativa promissora para promover a agricultura regenerativa, reduzir a dependência de agroquímicos sintéticos e melhorar a saúde do solo, causando menos impactos ambientais negativos.
Segundo pesquisadores do Cepea, biofertilizantes, biodefensivos e inoculantes não são apenas substitutos ou complementos para insumos químicos tradicionais; são peças-chave para uma agricultura mais equilibrada, eficiente e amiga do meio ambiente.
Eles oferecem uma solução viável para aumentar a produtividade agrícola de forma sustentável, ao mesmo tempo em que contribuem para a conservação dos recursos naturais e a mitigação das mudanças climáticas. Mas, apesar de seu potencial transformador, o mercado de bioinsumos ainda caminha a passos lentos e encontra dificuldades. E a pergunta que fica é: por quê?
A resposta pode estar em algo tão essencial, mas que pode estar sendo negligenciado: a informação. Pesquisadores do Cepea indicam que, sem dados confiáveis, produtores hesitam, investidores recuam e reguladores encontram barreiras para normatizar o setor.
A ausência de informações estruturadas dificulta a adoção dos bioinsumos em larga escala, perpetuando a dependência de métodos convencionais que muitas vezes, degradam o solo e afetam a biodiversidade.
Além disso, pesquisadores do Cepea destacam que políticas internacionais focadas no desenvolvimento de uma agricultura sustentável, adotadas por grandes parceiros comerciais do Brasil, exigem a transformação desse cenário rumo a uma agricultura mais ambientalmente responsável.
A nova edição do informativo “Sucroenergético 360º” está disponível no site do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP – aqui.




