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A alta do diesel voltou a acender o alerta para uma possível greve de caminhoneiros no Brasil e levou o governo federal a propor medidas emergenciais para conter os preços. A principal delas é o pedido aos estados para zerar temporariamente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível até 31 de maio.
A proposta foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária. Como contrapartida, a União se compromete a compensar metade da perda de arrecadação dos estados, estimada em cerca de R$ 3 bilhões por mês.
A medida ocorre em meio à escalada do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio. O impacto é direto no Brasil, que importa aproximadamente 30% do diesel consumido, o que pressiona os custos do transporte rodoviário.
Com o aumento do combustível, cresce a insatisfação entre caminhoneiros, que enfrentam dificuldade para repassar os custos ao valor do frete. Lideranças da categoria já discutem a possibilidade de uma paralisação nacional caso não haja avanço nas negociações com o governo.
Entre as principais reivindicações estão a revisão da política de preços dos combustíveis e maior efetividade na fiscalização do piso mínimo do frete. O cenário atual remete à crise de 2018, quando uma greve de grandes proporções provocou desabastecimento e impactos econômicos em todo o país.
Apesar da tentativa de articulação, ainda não há consenso entre os estados sobre a isenção do ICMS. Uma nova reunião do Confaz está marcada para o dia 27, em São Paulo, quando o tema deverá ser novamente discutido.
O governo também mobilizou outros ministérios para tentar reduzir a tensão no setor e evitar uma paralisação. A preocupação é com os efeitos imediatos de uma greve sobre a logística nacional, que depende majoritariamente do transporte rodoviário.
Com o diesel em alta e negociações em andamento, o país entra em um novo momento de incerteza, com risco de impactos diretos no abastecimento, nos preços e na economia.





