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Governador: diversificação na agricultura para enfrentar crise

O governador do Estado, Paulo Hartung, defendeu a diversificação...

por Redação Conexão Safra

em 08/10/2015 às 0h00

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O governador do Estado, Paulo Hartung, defendeu a diversificação da agricultura capixaba como estratégia para fortalecimento do setor, principalmente, no período de crise econômica. O pronunciamento de Hartung foi realizado durante o lançamento da primeira unidade de beneficiamento de frutas da
Coopervidas, em Piúma, município localizado na Região Sul do Estado. A cooperativa é formada por mais de 200 produtores familiares.

“”Precisamos diversificar nossa agricultura e essa é a diretriz do nosso Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (PEDEAG), pois só assim vamos conseguir evitar e enfrentar
as instabilidades do mercado e ter uma renda média que possibilite aos agricultores terem oportunidades de uma vida mais estável e com dignidade””, ponderou Paulo Hartung.

Já sobre a unidade de beneficiamento de frutas da Coopervidas, o espaço vai possibilitar melhores condições aos agricultores, principalmente no processo de limpeza, seleção, embalagem, congelamento e estocagem. Entre os principais mercados das frutas capixabas estão São Paulo e Rio de Janeiro. “”Nós plantamos, colhermos e vendemos. Agora vamos processar melhor, embalar melhor e, até,
ter estoque para melhor negociar com o mercado nos períodos de oscilação. Estamos agregando valor em nosso produto e com isso ganhando competitividade. Estou muito feliz com esse avanço que dá mais oportunidade para os produtores capixabas. Isso aqui é um belo passo dos capixabas ajudando o país””, parabenizou Hartung.

Criada em 2007, a Coopervidas é a maior produtora de acerola do Estado. Sua área de produção envolve cerca de 70 hectares e mais de 40 mil pés da fruta. Durante a solenidade, o presidente da Coopervidas, Ady Brunini, ressaltou a conquista dos produtores com a abertura da nova infraestrutura e destacou a parceria com empresários locais. “”Hoje é um dia de festa e muita alegria, pois conseguimos um feito importante, fruto de um trabalho sério e envolvimento de todos. Estamos crescendo e possibilitando e incentivando o crescimento de outros capixabas, priorizando a contratação de fornecedores locais ”, comentou.

Tecnologia capixaba

A tecnologia do maquinário para processamento da acerola é de origem capixaba e de criação do empresário da região de Pedra Azul, Itamir Fiorette. “Fomos demandados pelos produtores, realizamos pesquisas e construímos uma maquina específica para atender a demanda. Ficamos orgulhosos com a oportunidade e por fazer parte do projeto ”, comenta Fiorette.

Parceria

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper)
contribuiu para a organização da Cooperativa, projetos de assistência técnica e extensão rural
e principalmente no incentivo à produção diversificada da fruta. A acerola, no Espírito Santo, é cultivada em pequenas áreas, destacando-se os municípios de Iconha e Piúma como maiores produtores. A aceroleira é uma planta de clima tropical, que se adapta também a regiões de clima subtropical, portanto pode ser plantada em quase todos os municípios capixabas.

Crescimento da agroindústria

A agroindústria do Espírito Santo cresceu como atividade geradora de trabalho e renda nos últimos anos, de acordo com um estudo do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). De 2008 a 2013, pelo menos 400 novos empreendimentos foram criados no estado.

A indústria do campo capixaba é essencialmente familiar, característica que abre portas à inclusão social e produtiva às famílias rurais. Os agricultores participam das mais diversas etapas de execução da atividade, da produção da matéria-prima e seu processamento até a comercialização dos produtos em diferentes mercados. No Estado a agroindústria acrescenta em média R$ 2.126 à renda das famílias inseridas na atividade. Os principais produtos estão ligados à área de panificação e massas (23%) e leite e derivados (21%). Derivados de carne suínas respondem por 5% dos produtos.

Fonte: Portal do Governo do Estado do Espírito Santo

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