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O preço do frango congelado registrou nova queda em janeiro e acumulou o terceiro mês consecutivo de recuo, segundo levantamento de pesquisadores do Cepea. Com isso, os valores médios voltaram a operar em patamares semelhantes aos observados durante o período de registros de gripe aviária no Brasil, em maio de 2025.
De acordo com o centro de pesquisas, a principal pressão sobre as cotações veio da baixa demanda no mercado interno. Mesmo com o bom desempenho das vendas externas ao longo do mês, o consumo doméstico enfraquecido foi determinante para o movimento de desvalorização. Esse comportamento, aliás, não se restringiu a um único item, já que praticamente todos os produtos avícolas monitorados apresentaram queda de preços no período.
Na Grande São Paulo, referência importante para o setor, o frango inteiro congelado foi negociado, em média, a R$ 7,36 por quilo em janeiro. O valor representa uma retração de 4,5% em relação a dezembro. Além disso, o patamar se aproxima do registrado em junho de 2025, quando o produto foi comercializado a R$ 7,47 por quilo, ainda sob os reflexos do cenário sanitário enfrentado pelo setor naquele momento.
Pesquisadores do Cepea explicam que o comportamento do mercado em janeiro segue um padrão já conhecido. Tradicionalmente, o mês é marcado por redução do poder de compra da população, influenciada por despesas extras típicas do início do ano, como impostos, material escolar e contas acumuladas. Esse contexto limita o consumo de proteínas animais e tende a pressionar os preços no atacado e no varejo.
Mesmo diante da retração no mercado interno, o desempenho das exportações ajudou a evitar quedas ainda mais acentuadas. As vendas externas permaneceram firmes ao longo de janeiro, sustentando parte da demanda e oferecendo algum equilíbrio ao setor avícola.
A expectativa dos agentes de mercado é de que o comportamento dos preços siga condicionado à recuperação do consumo doméstico nos próximos meses. Enquanto isso, o cenário reforça a sensibilidade do preço do frango congelado às oscilações da renda das famílias e ao ritmo da demanda interna.





