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A Assembleia Legislativa (Ales) promoveu sessão especial nesta quarta-feira (8), no Plenário Dirceu Cardoso, para o lançamento do selo “Produto 100% Capixaba”. A iniciativa foi do deputado Dary Pagung (PSB) e contou com a participação de representantes da indústria, comércio e agricultura.
O deputado lembrou como o selo “Produto 100% Capixaba” foi pensado, em 2020, pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). A questão era como criar uma identificação que destacasse os produtos nos supermercados, incentivando o consumo e fortalecendo os produtos capixabas, relatou.
O selo nas embalagens dos produtos confere a eles mais visibilidade e valorização e gera atração de investimentos, pois outras empresas vão querer abrir negócios no estado, pontuou o deputado. Pagung destacou também que o selo favorece os produtores da agricultura familiar.
“Sabemos que passamos por tempos difíceis em todas as frentes da nossa economia, mas vocês resistiram com a altivez de autênticos capixabas. E é essa autenticidade que comemoramos hoje: a criação do selo ‘Produto 100% Capixaba’, um sonho do qual eu tenho orgulho de ter sonhado”, ressaltou.
Produto capixaba
A presidente da Findes, Cris Samorini, agradeceu o reconhecimento da Ales e falou sobre a importância de valorizar os produtos capixabas: “Defender o que é produzido aqui no Espírito Santo vai valorizar muito a nossa indústria e impulsionar a economia. Se não acreditarmos nisso internamente, dificilmente vamos alcançar novos mercados”, avaliou.
Coordenador-geral do conselho controlador do selo “Produto 100 % Capixaba”, Wellington Simões Villaschi Filho disse que o selo é um sonho antigo dos empresários capixabas. Para torná-lo realidade, foram feitas consultas sobre outros selos, como o do estado do Paraná. O processo seguinte foi entender o conceito de selo e buscar consultorias da área para criá-lo. Cerca de 100 empresas já aderiram, segundo informou Vellaschi Filho.
Conceito
Para o presidente da Câmara de Alimentos e Bebidas da Findes, Vladimir Rossi, o conceito do selo é girar a economia. “Por isso, conseguimos reunir vários parceiros. Estamos aqui representados pela agricultura, pelo comércio e pela indústria, quem produz, quem transforma e quem comercializa. Um pequeno produtor consegue agregar valor a um produto. Esse é o conceito. O que produzimos tem de ser de excelência, de qualidade, gerar renda e gerar emprego”, explicou Rossi, pois, de acordo com ele, o Espírito Santo não tem produção agrícola em larga escala como outros estados.
“Utilizar o selo capixaba é mais do que agregar valor ao produto em si, mas é dizer aos nossos consumidores que nos orgulhamos das nossas raízes, das nossas origens e principalmente de nosso povo”, enfatizou o diretor do Frigorífico Rio Doce S/A (Frisa), Evaldo Mário Lievore.
O presidente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), Fábio Dall’Orto Dalvi, destacou a união dos setores da economia e o apoio do Estado. Para ele, o selo tem potencial para alavancar os produtos capixabas e será importante para abrir novos mercados.
A responsabilidade de se adotar um selo é um desafio e orgulho para o estado, de acordo com o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Wesley Mendes. “Agora já temos uma responsabilidade. O selo não é apenas uma marca, mas um conceito a ser aplicado, de comprometimento com a qualidade do produto capixaba”, assegurou.




