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A BR-262 é rota do turismo de praias e montanhas do Espírito Santo, mas também importante via de escoamento de produção. Na prática, o tráfego pesado de caminhões e carretas divide espaço com veículos de passeio, algo problemático em uma rodovia com poucos pontos de ultrapassagem e menos ainda locais de pista dupla.
Pensando nisso, a Federação do Comércio do Espírito Santo (Fecomércio-ES), junto a autoridades municipais, está buscando alternativas para melhorar a logística do trânsito, especialmente entre Viana e Venda Nova do Imigrante, trecho mais procurado pelos visitantes que querem aproveitar o clima das montanhas.
“A Fecomércio-ES, que representa mais de 68% do PIB capixaba, ou cerca de R$ 139,5 bilhões em 2020, tem recebido frequentemente demandas sobre a complexidade do tráfego pesado”, informou o presidente da entidade, José Lino Sepulcri.
Uma das possibilidades aventadas, segundo Sepulcri, é a adequação da via conforme a necessidade do sentido em que há mais fluxo de veículos. “A princípio, será viabilizada a mão dupla por meio de cones. O tráfego pesado será analisado com as autoridades, visando a não causar prejuízos aos caminhoneiros. Estamos em diálogo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e com a população”, informou, explicando que as opções de reduzirem os transtornos foram discutidas em uma reunião na última quinta-feira), na sede da PRF, em Vitória.
Duplicação da BR-262
A BR-262 está na fila para a concessão à iniciativa privada há décadas. A novela em torno da rodovia começou a se desenrolar este ano, com a previsão de que o leilão de privatização ocorra em 25 de novembro, na Bolsa de Valores de São Paulo.
Mas, mesmo após o fechamento do contrato, será preciso esperar para ter a rodovia pronta. Com a assinatura prevista para março de 2022, a empresa contratada começará a entregar as melhorias nos primeiros doze meses de contrato.
No Programa de Exploração da Rodovia (PER) prevê que 123 quilômetros dos 178 quilômetros da via em solo capixaba sejam entregues em nove anos. E os trabalhos continuarão com entregas em até 20 anos após a concessão.





