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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) celebrou seus 53 anos nesta quinta-feira (23), em Brasília, com a abertura da Feira Brasil na Mesa, evento voltado à valorização da produção de alimentos, da ciência, da inovação e da agricultura familiar. A cerimônia contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Durante a solenidade, Lula destacou o papel estratégico da pesquisa agropecuária para ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional. Segundo ele, o país reúne tecnologia, mão de obra e conhecimento para avançar na produção de alimentos e na agregação de valor.
“Somos o país onde, se plantando, tudo dá. Então, é isso que nós queremos provar com essa feira, sobretudo realizando este evento no dia em que a Embrapa completa 53 anos. Hoje, a empresa é um centro de excelência. E quanto mais recursos a Embrapa tiver, mais esse país será motivo de orgulho. O mundo inteiro respeita a Embrapa”, afirmou o presidente.
O chefe do Executivo também defendeu a ampliação da diversidade produtiva brasileira, com apoio à agricultura familiar e aos pequenos e médios produtores. A proposta, segundo ele, é fortalecer políticas públicas e linhas de financiamento capazes de aproximar a pesquisa científica do campo, com base na biodiversidade nacional.
O ministro André de Paula afirmou que a trajetória da agropecuária brasileira está diretamente ligada à atuação da Embrapa. Ele ressaltou que, antes da criação da empresa, o Brasil era importador de alimentos, cenário que mudou com o avanço da ciência, da tecnologia e da pesquisa aplicada ao campo.
“O presidente Lula me honrou ao confiar a mim a liderança de um setor muito importante da economia do país. Um setor responsável por 25% do PIB, por 38 milhões de empregos e por 49% da pauta de exportações. E as pessoas muitas vezes me perguntam: a que você atribui o sucesso do agro no Brasil? Primeiro, eu lembro que, antes da Embrapa, o Brasil importava alimentos. Hoje, o Brasil é protagonista no agro mundial. De cada oito pratos de alimento no mundo, um tem contribuição do Brasil”, disse.
O ministro também destacou a abertura de novos mercados internacionais para produtos da agropecuária brasileira. Segundo ele, o país chegou a 600 aberturas de mercado, incluindo, recentemente, a castanha-do-brasil e a castanha de caju para a Coreia do Sul.
Para a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a Feira Brasil na Mesa representa uma oportunidade de conectar a produção de alimentos à ciência, à inovação e ao desenvolvimento sustentável. Ela destacou que muitos produtores já trabalham em parceria com a instituição, o que reforça a importância de investimentos em tecnologia, capacitação e políticas públicas.
“É uma oportunidade para a agricultura familiar e para a geração de renda. Muitos produtores já trabalham em parceria com a Embrapa, o que reforça a importância de investir em ciência, tecnologia, capacitação e políticas públicas associadas”, afirmou Silvia.
Durante o aniversário da instituição, também foi anunciado o reconhecimento da Embrapa como autoridade depositária internacional de micro-organismos. A medida amplia o papel da empresa no campo da pesquisa científica e da conservação de recursos biológicos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou que a Embrapa foi decisiva para transformar a agropecuária brasileira em uma das mais competitivas do mundo.
“Há 53 anos, o Brasil era importador de alimentos. Hoje, está entre os maiores exportadores do mundo de proteína animal e vegetal. A Embrapa fez a diferença com inovação, pesquisa e tecnologia — e não para”, afirmou.
Realizada entre os dias 23 e 25 de abril, na Embrapa Cerrados, a Feira Brasil na Mesa reúne palestras, exposições, seminários técnicos, vitrines vivas de tecnologias e experiências voltadas ao público. A programação inclui tour guiado por experimentos com fruteiras, cereais, forrageiras e sistemas integrados de produção.
Entre as novidades apresentadas estão quatro novas cultivares de feijão, uma de soja, uma de sorgo gigante e a primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens. As tecnologias buscam ampliar a produtividade, a sustentabilidade e as alternativas de manejo para diferentes cadeias produtivas.
A feira também apresenta soluções digitais desenvolvidas pela Embrapa e parceiros. Um dos destaques é o aplicativo Monitora Caju, que funciona sem conexão à internet e auxilia produtores, especialmente agricultores familiares, no manejo fitossanitário da cultura. Outra inovação é um plugin para o software QGIS integrado ao sistema Netflora, tecnologia baseada em inteligência artificial voltada ao manejo florestal na Amazônia.
A programação inclui ainda debates sobre segurança alimentar, produtos da biodiversidade, fruticultura, gastronomia de baixo carbono, bioinsumos, indicações geográficas, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e acesso ao crédito.
Com atividades técnicas, culturais e interativas, a Feira Brasil na Mesa reforça a integração entre pesquisa, produção e sociedade. No ano em que completa 53 anos, a Embrapa reafirma seu papel como uma das principais instituições de ciência e inovação do país, com impacto direto na agricultura familiar, na segurança alimentar e na competitividade do agro brasileiro.




