Mais lidas 🔥

Relatório IMBR Agro
El Niño na safra 2026/2027: saiba como ficarão as chuvas em cada região e qual será o mês mais crítico

Redes sociais
Brasil terá um megaterremoto em setembro? Rede Sismográfica desmente previsão

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

Infraestrutura a serviço do agro
Complexo logístico com pista de pouso deve reunir mais de 20 empresas em Pinheiros

Previsão do tempo
Fim de semana traz alerta de ventos fortes em 11 cidades do Espírito Santo

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) celebrou seus 53 anos nesta quinta-feira (23), em Brasília, com a abertura da Feira Brasil na Mesa, evento voltado à valorização da produção de alimentos, da ciência, da inovação e da agricultura familiar. A cerimônia contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Durante a solenidade, Lula destacou o papel estratégico da pesquisa agropecuária para ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional. Segundo ele, o país reúne tecnologia, mão de obra e conhecimento para avançar na produção de alimentos e na agregação de valor.
“Somos o país onde, se plantando, tudo dá. Então, é isso que nós queremos provar com essa feira, sobretudo realizando este evento no dia em que a Embrapa completa 53 anos. Hoje, a empresa é um centro de excelência. E quanto mais recursos a Embrapa tiver, mais esse país será motivo de orgulho. O mundo inteiro respeita a Embrapa”, afirmou o presidente.
O chefe do Executivo também defendeu a ampliação da diversidade produtiva brasileira, com apoio à agricultura familiar e aos pequenos e médios produtores. A proposta, segundo ele, é fortalecer políticas públicas e linhas de financiamento capazes de aproximar a pesquisa científica do campo, com base na biodiversidade nacional.
O ministro André de Paula afirmou que a trajetória da agropecuária brasileira está diretamente ligada à atuação da Embrapa. Ele ressaltou que, antes da criação da empresa, o Brasil era importador de alimentos, cenário que mudou com o avanço da ciência, da tecnologia e da pesquisa aplicada ao campo.
“O presidente Lula me honrou ao confiar a mim a liderança de um setor muito importante da economia do país. Um setor responsável por 25% do PIB, por 38 milhões de empregos e por 49% da pauta de exportações. E as pessoas muitas vezes me perguntam: a que você atribui o sucesso do agro no Brasil? Primeiro, eu lembro que, antes da Embrapa, o Brasil importava alimentos. Hoje, o Brasil é protagonista no agro mundial. De cada oito pratos de alimento no mundo, um tem contribuição do Brasil”, disse.
O ministro também destacou a abertura de novos mercados internacionais para produtos da agropecuária brasileira. Segundo ele, o país chegou a 600 aberturas de mercado, incluindo, recentemente, a castanha-do-brasil e a castanha de caju para a Coreia do Sul.
Para a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a Feira Brasil na Mesa representa uma oportunidade de conectar a produção de alimentos à ciência, à inovação e ao desenvolvimento sustentável. Ela destacou que muitos produtores já trabalham em parceria com a instituição, o que reforça a importância de investimentos em tecnologia, capacitação e políticas públicas.
“É uma oportunidade para a agricultura familiar e para a geração de renda. Muitos produtores já trabalham em parceria com a Embrapa, o que reforça a importância de investir em ciência, tecnologia, capacitação e políticas públicas associadas”, afirmou Silvia.
Durante o aniversário da instituição, também foi anunciado o reconhecimento da Embrapa como autoridade depositária internacional de micro-organismos. A medida amplia o papel da empresa no campo da pesquisa científica e da conservação de recursos biológicos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou que a Embrapa foi decisiva para transformar a agropecuária brasileira em uma das mais competitivas do mundo.
“Há 53 anos, o Brasil era importador de alimentos. Hoje, está entre os maiores exportadores do mundo de proteína animal e vegetal. A Embrapa fez a diferença com inovação, pesquisa e tecnologia — e não para”, afirmou.
Realizada entre os dias 23 e 25 de abril, na Embrapa Cerrados, a Feira Brasil na Mesa reúne palestras, exposições, seminários técnicos, vitrines vivas de tecnologias e experiências voltadas ao público. A programação inclui tour guiado por experimentos com fruteiras, cereais, forrageiras e sistemas integrados de produção.
Entre as novidades apresentadas estão quatro novas cultivares de feijão, uma de soja, uma de sorgo gigante e a primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens. As tecnologias buscam ampliar a produtividade, a sustentabilidade e as alternativas de manejo para diferentes cadeias produtivas.
A feira também apresenta soluções digitais desenvolvidas pela Embrapa e parceiros. Um dos destaques é o aplicativo Monitora Caju, que funciona sem conexão à internet e auxilia produtores, especialmente agricultores familiares, no manejo fitossanitário da cultura. Outra inovação é um plugin para o software QGIS integrado ao sistema Netflora, tecnologia baseada em inteligência artificial voltada ao manejo florestal na Amazônia.
A programação inclui ainda debates sobre segurança alimentar, produtos da biodiversidade, fruticultura, gastronomia de baixo carbono, bioinsumos, indicações geográficas, Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e acesso ao crédito.
Com atividades técnicas, culturais e interativas, a Feira Brasil na Mesa reforça a integração entre pesquisa, produção e sociedade. No ano em que completa 53 anos, a Embrapa reafirma seu papel como uma das principais instituições de ciência e inovação do país, com impacto direto na agricultura familiar, na segurança alimentar e na competitividade do agro brasileiro.




