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O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) realizou o 3º Dia de Campo da Cultura do Abacate na propriedade Venturini, na comunidade de Victor Hugo, em Marechal Floriano. O evento contou com a participação de 86 pessoas entre produtores, técnicos e estudantes das regiões serrana e do Caparaó.
O dia de campo contou com cinco estações. A primeira tratou sobre o azeite do abacate, que vem sendo desenvolvido em outros estados brasileiros e foi comandada pelo extensionista do Incaper, Ubaldino Saraiva. A segunda foi ministrada pelo pesquisador do Incaper João Batista Silva Araújo, que apresentou um trabalho mostrando as potencialidades do consórcio de abacate com outras culturas principalmente com o café arábica na região.
O produtor Alberto Falqueto ministrou a terceira estação e falou sobre implantação de lavouras, espaçamentos e variedades. Ele também fez um demonstrativo do mercado tanto interno, quanto externo, mostrando que o abacate continua sendo uma boa fonte de renda para a agricultura familiar. Além disso, falou das principais variedades que vêm sendo cultivadas na região serrana do Estado.
Na quarta estação, o assunto discutido foi o manejo e controle das pragas e doenças do abacate, com o pesquisador do Incaper Hélcio Costa, que apresentou as principais doenças do abacate e o controle seguindo toda instrução técnica recomendada para a cultura.
A última estação foi sobre variedades, mercados e enxertia, que alertou os agricultores sobre o uso de adubo líquido. Muitos produtores estão adquirindo produtos que estão sendo recomendados para uso de forma inadequada e com preços elevados, o que compromete a safra seguinte. A recomendação é que o produtor busque informações nos escritórios do Incaper.
“A cultura do abacate está em pleno crescimento em Marechal e nos demais municípios das Regiões das Montanhas e do Caparaó. É mais uma das alternativas de diversificação agrícola que os agricultores familiares podem ter na propriedade. Além de fácil manejo e de pouco uso de agrotóxicos, ou quase nada, a cultura permite através das diferentes cultivares de épocas de maturação, uma colheita de março a novembro, o que garante renda praticamente o ano todo, explicou o extensionista Cezar Krohling.
Ele também ressaltou que é uma cultura perene e que permite o consórcio com várias outras culturas, o que é interessante principalmente para os pequenos produtores. “Para finalizarmos, não podemos deixar de falar que o abacate é uma fruta bastante consumida e de várias formas e que tem apresentado crescimento de consumo em todo território nacional ”, disse Krohling.




