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A trajetória de um produtor que saiu da cidade para assumir a propriedade rural da família e se consolidou na pecuária leiteira é o destaque do segundo episódio do programa Fala Cooperado, da cooperativa de laticínios Selita. O episódio acompanha a visita do gerente de Assistência ao Cooperado, Alan Diones, à propriedade de Leandro Farias, localizada em Atílio Vivácqua.
Há 12 anos, após a morte do pai, Leandro deixou a vida urbana e passou a comandar a área rural da família. Sem experiência com a atividade leiteira, encontrou apoio de vizinhos e da Selita para ingressar no setor. “Eu não conhecia nada da atividade. A Selita me apresentou o cooperativismo e tive todo o suporte técnico e de gestão para começar”, relembra.
O início foi modesto, com apenas dez vacas produzindo entre 18 e 30 litros de leite por dia. Com acompanhamento técnico contínuo, o negócio evoluiu. Um ponto de virada foi a participação em uma viagem técnica à Embrapa Gado de Leite, promovida pela cooperativa. “Foi um divisor de águas para a mentalidade que tenho hoje na gestão da propriedade”, afirma o produtor.
Atualmente, a média de produção do rebanho chega a 26 litros por animal ao dia, resultado atribuído à organização da gestão, ao manejo adequado e à assistência técnica. Além do suporte da Selita, Leandro também conta com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, por meio da assistência técnica. “A gente anota tudo, não deixa passar nada. E os resultados vêm sendo muito satisfatórios”, destaca.
Em um cenário de preços pressionados no mercado do leite, o produtor afirma que o controle rigoroso dos custos tem sido fundamental. Ajustes na alimentação, uso eficiente dos pastos e atenção ao fluxo de caixa ajudaram a atravessar o período. “Nos meses bons, a gente precisa guardar para enfrentar os momentos mais difíceis”, resume.
Para Leandro, a maior recompensa é ver o produto chegar à mesa do consumidor com a marca Selita. Ele também ressalta o valor do cooperativismo como ferramenta de troca de conhecimento e união entre produtores. “Não adianta guardar só pra mim. É importante passar esse legado para outros produtores”, diz.
Ao final da visita, Alan Diones destaca a propriedade como exemplo de que, mesmo em um contexto desafiador, assistência técnica, gestão eficiente e cooperação podem gerar resultados sólidos e inspirar a cadeia da pecuária leiteira capixaba.




