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Em agosto, a edição 2024 da ação Receita da Minha Terra teve como tema receitas tradicionais de comunidades quilombolas. O intuito era de resgatar o modo de fazer tradicional, identificando os saberes, os valores culturais e a memória afetiva que cada receita representa para as famílias e comunidades quilombolas de diferentes regiões do Estado.
A disputa, ocorrida no perfil do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) no Instagram, teve como vencedor o prato “galinha caipira ao molho pardo”, preparado por Maria Elza de Oliveira Ventura.
Como de praxe na ação – em sua terceira edição – a vencedora tem a oportunidade de ensinar a preparar a receita, em vídeo produzido pelo Instituto. O vídeo é lançado justamente em outubro, mês marcado pelo Dia Mundial da Alimentação, celebrado dia 16.
Nascida e criada na Comunidade Quilombola de Graúna, no município de Itapemirim, Maria Elza de Oliveira Ventura é protagonista e conta sua história neste vídeo inédito publicado no canal do Incaper no YouTube.
Maria Elza aprendeu a receita “galinha ao molho pardo”, por meio da tradição na comunidade e na família, passada pela mãe. Mantém os mesmos modos de preparo e ingredientes – com boa parte produzida em sua propriedade.
A família formada por agricultores planta e comercializa cana. Já Maria Elza, prepara e vende colorau, socado em um pilão de madeira que tem mais de 120 anos e pertenceu à sua avó. No vídeo, ela posa orgulhosa com a ferramenta que colaborou no passado e ainda reforça a renda da família.
Maria Elza é um exemplo para todos ao seu redor na comunidade. É uma referência local para se ouvir histórias, ensinamentos, cura e o afeto por meio de sua fé e acolhimento. “Não há nada mais bonito do que ver essa casa cheia com a família reunida, muita comida, muita prosa, música e dança”, destaca.
Maria Elza de Oliveira Ventura é assistida pela extensionista Angélica Carvalhais, do Escritório Local do Incaper em Itapemirim.
Graúna
A comunidade Graúna recebeu, em 2010, o certificado de quilombo remanescente pela Fundação Cultural Palmares. O reconhecimento reforça a resistência e preservação da cultura quilombola, além da importância social no contexto social, inserida seja na educação, economia local ou conservação ambiental.




