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O conflito entre EUA e Irã adiciona um novo fator de pressão sobre os custos do agronegócio brasileiro. A combinação de possível valorização do petróleo, instabilidade cambial e risco de encarecimento de fertilizantes deve impactar produtores e exportadores nas próximas semanas.
O efeito mais imediato tende a vir da energia. Como o petróleo influencia fretes marítimos e custos logísticos globais, qualquer restrição ou tensão envolvendo rotas estratégicas do Oriente Médio amplia o risco de encarecimento do transporte internacional.
Outro ponto sensível está nos fertilizantes nitrogenados. O Irã é exportador relevante de ureia e também fornecedor de gás natural utilizado por países produtores que abastecem o Brasil. Caso haja interrupções na oferta ou restrições comerciais, o custo de produção agrícola pode subir, especialmente nas culturas mais dependentes de adubação intensiva.
Em 2025, o país persa vendeu ao Brasil 184,7 mil toneladas de ureia, somando US$ 66,8 milhões. Além disso, o Irã figurou como principal comprador do milho brasileiro, com 9 milhões de toneladas importadas, o equivalente a 23% do total exportado pelo país.
Apesar do cenário de tensão, não há, até o momento, indicação de paralisação do fluxo comercial de grãos e carnes para o Oriente Médio. A expectativa predominante é de impacto temporário, condicionado à duração do conflito.
No segmento de proteínas animais, o Oriente Médio permanece como destino relevante. Os Emirados Árabes Unidos lideram as compras de frango brasileiro, enquanto a carne bovina enviada à região representa 6,5% das exportações totais do produto, segundo dados oficiais do Ministério da Agricultura.





