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No dia 5 de março, o município de Conceição da Barra recebe dois eventos realizados em parceria com o projeto de pesquisa da Ufes Meros do Brasil, desenvolvido no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes). Às 16 horas, será inaugurada a Sala de Cultura Oceânica Meros, no polo da Universidade Aberta do Brasil. Mais tarde, às 19 horas, a Câmara Municipal de Vereadores realizará uma sessão para aprovar a lei que reconhece o Mero como peixe símbolo e patrimônio natural do município.
Essas conquistas reforçam a importância da região, que abriga o maior berçário de meros do Brasil e estão alinhadas com as ações do projeto de pesquisa da Ufes, cujo objetivo é a proteção da espécie Epinephelus itajara, popularmente conhecida como peixe Mero.
O grupo de pesquisa do Ceunes foi criado em 2008 e atua em conjunto com outras instituições nacionais de ensino, pesquisa e extensão, como as universidades do Pará, de Pernambuco e de Alagoas, bem como com o Museu do Capão de Curitiba, o Instituto de Pesca de São Paulo e o Grupo Cultural Artemanha da Bahia. Associado a outras instituições brasileiras e internacionais de investigação do mar nas Américas, na Europa e na África, o projeto Meros do Brasil também integra a Rede de Conservação dos Meros do Atlântico.
O coordenador do projeto e professor da Ufes, Maurício Hostim, destaca a importância do peixe Mero para os ecossistemas. “O Mero representa muito mais que uma espécie marinha. É um símbolo da nossa biodiversidade, da identidade costeira e do compromisso com a preservação dos oceanos. Essas conquistas que vamos celebrar no dia 5 de março, em Conceição da Barra, são fundamentais para unir educação, ciência, cultura e políticas públicas, com importantes parcerias institucionais”, afirmou.
Pesquisa, educação e comunicação
O projeto Meros do Brasil está presente em nove estados e 37 municípios, onde realiza ações de pesquisa científica, educação ambiental e comunicação. Cobrindo aproximadamente 1.500 quilômetros da costa brasileira, por meio da atuação em rede, as ações do projeto levam em conta as particularidades de cada região e são executadas de forma colaborativa entre as equipes de todos os estados.
O peixe Mero pode alcançar 2,5 metros de comprimento e pesar 400 quilos. No Brasil, a espécie é classificada como criticamente ameaçada de extinção. Desde 2014, mais de 300 indivíduos jovens já foram identificados na região. As pesquisas são realizadas de forma não letal, com apoio essencial de pescadores locais, e investigam genética, deslocamento e alimentação da espécie.
Segundo o professor da Ufes, a parceria entre a Universidade e o Instituto Meros do Brasil com o município de Conceição da Barra mostra que ciência somada a políticas públicas, educação e colaboração das comunidades locais pode resultar em proteção ambiental e desenvolvimento sustentável. Um exemplo de como unir conhecimento tradicional, pesquisa científica e ação institucional para transformar realidades.
Em duas décadas de trabalho, o projeto tem oferecido os principais subsídios para a recuperação das populações de meros na costa brasileira. Estudos de biologia da conservação e populacional, poluição marinha, genética, valoração ambiental e aquacultura têm contribuído com a criação de políticas públicas direcionadas para a espécie e os ambientes marinho-costeiros.




