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Criadores de búfalos e bovinos com até dois anos de idade devem ficar atentos. Começa no dia 1° e vai até o dia 31 de maio em todo o Espírito Santo, a 106ª etapa de vacinação contra a febre aftosa. A vacinação, coordenada pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), é obrigatória por lei e fundamental para a prevenção da doença dos animais.
Para facilitar a vida dos produtores rurais, a campanha desse ano vem com novidades: a “Declaração de Vacinação Online ”. Todo criador das espécies cadastradas no Idaf tem a opção de comprovar a vacinação do rebanho pela internet.
Através do acesso direto no site do Idaf (www.idaf.es.gov.br), o procedimento para declaração será através do CPF e da Nota Fiscal da aquisição da vacina. Para lançamento dos dados serão necessários o nome do estabelecimento e o número da nota fiscal emitida no ato da compra.
Após a comprovação da vacinação, um comprovante será emitido pelo sistema e poderá ser impresso. O prazo para a declaração online vai até o dia 31 de maio. Após o prazo, o produtor rural deverá procurar o escritório local do Idaf.
Segundo José Dias Porto Júnior, coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa do Idaf, a Declaração de Vacinação Online vai facilitar a vida do produtor rural. “Esse ano o produtor pode comprovar a vacinação do rebanho pela internet sem precisar comparecer a um escritório do Idaf. Um meio prático e que facilita a vida corrida do homem do campo ”, afirma Porto.
A Campanha
Por ano são realizadas duas campanhas contra a febre aftosa coordenadas pelo Idaf. No mês de maio, apenas os animais de até 24 meses devem ser vacinados. Já na segunda etapa, realizada no mês de novembro, todo o rebanho deve receber a dose da vacina. Na última campanha foram vacinados 723.475 animais com até 24 meses de idade, atingindo um percentual de 96,96% de animais vacinados.
Em setembro, a vacinação é obrigatória para todos os bovinos e bubalinos, independentemente da idade, inclusive os que já foram vacinados na campanha de março.
Procedimentos para a vacinação
Segundo o chefe do Departamento de Vigilância Sanitária e Inspeção Animal do Idaf, Fabiano Fiuza, todos os proprietários de bovinos devem possuir cadastro no Idaf e mantê-lo atualizado. O controle de toda movimentação do rebanho (mortes, nascimentos, aquisições, vendas e transferências), explica, tem que ser feito por intermédio da Ficha do Produtor Rural, fornecida pelo Instituto.
“Na compra das vacinas, nas lojas revendedoras cadastradas pelo Idaf, a Ficha do Produtor Rural tem que ser mostrada e a nota fiscal exigida. É importante que o produtor confira se as vacinas estão armazenadas em temperatura correta &ndash, entre 2º e 8º C &ndash, e solicite caixa térmica (isopor) com gelo para transportá-las ”, orienta o profissional do Idaf.
Após a vacinação, o proprietário pode comprovar o ato pela internet, ou comparecer ao escritório local ou posto de atendimento do Idaf em seu município, com a nota fiscal da compra das vacinas e a Ficha do Produtor Rural, para comprovar a vacinação e atualizar os dados. Nunca se deve adquirir ou vender animais que não estejam vacinados.
A febre aftosa
A febre aftosa é uma enfermidade provocada por vírus, muito contagiosa, que acomete animais biungulados (de casco fendido) e se caracteriza por febre e formação de aftas na boca, focinho e tetas. Em caso de suspeita da enfermidade, o Idaf deve ser avisado imediatamente.
Manter a confiabilidade nos alimentos de origem animal produzidos no Estado é um dos principais motivos para se preservar a saúde dos rebanhos. A febre aftosa causa impactos na economia pelos efeitos desfavoráveis à produção da pecuária. Além disso, prejudica o consumidor por causa da interferência na distribuição dos alimentos. A vacinação é a ferramenta fundamental para impedir a ocorrência da febre aftosa no Espírito Santo.





