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As chuvas mais intensas registradas nos últimos dias em praticamente todas as regiões cafeeiras do Brasil trouxeram alívio aos produtores de café arábica. A avaliação é do Cepea, que destaca a importância da umidade neste momento do ciclo produtivo, especialmente após o estresse climático observado no fim de 2025.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a maior disponibilidade de água no solo favorece o enchimento dos grãos do arábica, etapa considerada decisiva para o bom desenvolvimento da safra. Esse processo influencia diretamente o rendimento e a qualidade do café colhido, o que torna o atual cenário climático mais positivo para as principais áreas produtoras da variedade no país.
Por outro lado, o impacto das chuvas não é homogêneo entre os diferentes tipos de café. Para o robusta, também conhecido como conilon, os pesquisadores fazem um alerta. Nas regiões mais ao norte do Espírito Santo, volumes elevados de precipitação têm causado preocupação, uma vez que alguns talhões foram alagados. Esse excesso de umidade pode comprometer o manejo das lavouras e aumentar o risco de incidência de doenças, exigindo atenção redobrada dos produtores.
Enquanto ainda não há uma estimativa consolidada sobre o volume total de café da atual temporada, o Cepea indica que o mercado deve continuar operando sob volatilidade. A indefinição quanto aos impactos efetivos do clima sobre a produção mantém oscilações nos preços, tanto no mercado interno quanto no externo.
Além das condições climáticas, o cenário macroeconômico global segue como fator relevante para a formação das cotações. O comportamento do câmbio, somado às incertezas econômicas internacionais, continua influenciando os preços do café, ampliando a sensibilidade do mercado a novas informações sobre oferta, demanda e clima nas regiões produtoras.





