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A chuva, que geralmente é bem vinda para a agricultura, neste momento está prejudicando a colheita de café no Espírito Santo e em Minas Gerais.
Na fazenda do agricultor João Kennedy Rocha, em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais, as máquinas não puderam ir para o cafezal. Já estava tudo pronto para começar a colheita, mas ele precisou adiar o trabalho por conta da chuva.
Em maio já choveu 104 milímetros em algumas regiões do sul de Minas Gerais. Setenta e sete milímetros se concentraram entre os dias 15 e 23, justamente quando a maioria dos cafeicultores começou a colher.
Na fazenda do agricultor José Márcio Rocha os primeiros grãos colhidos já estão sendo beneficiados. Como acompanha a previsão na internet, ele conseguiu tirar tudo do terreiro antes da chuva chegar. Mas enfrentou o problema da queda do café.
Tanto o café que cai durante a chuva quanto o grão que acaba se molhando nos terreiros pode apresentar problemas. Normalmente, o excesso de umidade nos grãos favorece o surgimento de fungos.
Nos pés de café está o reflexo de uma safra antecipada no Espírito Santo. Os grãos maduraram mais cedo, mas a chuva está atrasando a colheita capixaba. O agricultor João Dias, da cidade de Iúna, tem 3,5 hectares de café arábica, o mais cultivado no sul do estado. Muitos grãos já estão no chão e nos galhos o café está fermentando.
Em maio a chuva foi dentro do esperado. Mas a chuva constante nas duas últimas semanas agravou a situação.
Em outra propriedade, o café está espalhado no terreiro há uma semana à espera do sol. Mas com os grãos não será possível fazer um café especial, com qualidade. Os grãos estão úmidos, mofados e com um cheiro muito forte. O único secador da propriedade não dá conta do trabalho. Se normalmente leva-se 30 horas para secar os grãos, nessas condições são necessárias 50 horas.
Fonte: Globo Rural





