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O Ministério da Agricultura e Pecuária determinou a suspensão imediata e temporária das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau da República da Costa do Marfim. A medida, assinada pelo ministro substituto da Agricultura, Irajá Lacerda, foi assinada nesta segunda-feira, dia 23, por meio do despacho, e publicada no Diário Oficial da União, desta terça, 24.
Segundo o texto do despacho, a suspensão fundamenta-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos de países vizinhos para o território marfinense, o que possibilita a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil;
Ainda de acordo com a decisão, a suspensão será mantida até a manifestação formal da República da Costa do Marfim sobre a situação, e a apresentação de garantias de que os envios originários daquele país não apresentam risco de conter amêndoas de cacau produzidas em países vizinhos.
O secretário executivo da Acau, André Luís Carvalho Scarpini, lembra que a decisão é provisória, mas, suspende temporariamente o risco da chegada uma praga ao país. Com relação ao preço, segundo André, “o estrago já está feito”, uma vez que as moageiras já estão com seus estoques cheios.
“A medida vem depois que milhares de toneladas já entraram no país, então, em termos de preço, o dano já ocorreu. A partir de agora é esperar para ver como o mercado se comporta e que os preços reajam daqui para frente”, afirma o secretário.
Além da suspensão, o Ministério determinou que a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e a Secretaria de Defesa Agropecuária adotem os procedimentos necessários para apurar possíveis casos de triangulação comercial envolvendo o produto oriundo da Costa do Marfim.





