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Agricultores de Ecoporanga, no noroeste do Espírito Santo, participaram na tarde de quinta-feira (19) do seminário de lançamento do Projeto Arranjos Produtivos no município. O encontro, realizado na sede do Sindicato Rural da cidade, marcou a chegada oficial do projeto, que agora passa a contemplar 36 municípios capixabas.
A expansão do projeto tem sido gradual e, segundo o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União), a meta é ampliar ainda mais o alcance nos próximos anos. “Eu estou realizado em poder ampliar, já pela terceira vez, o alcance de várias cidades do Arranjos Produtivos. Começamos com 20, passamos para 26, estamos em 36, e queremos chegar ao final do ano com 50 municípios”, destacou.
Durante o seminário, agricultores começaram a ser cadastrados para participar do projeto. No município, as culturas definidas como prioritárias foram o citrus e a banana da terra, escolhidas a partir de demandas dos próprios produtores.
A secretária da Casa dos Municípios da Assembleia Legislativa, Joelma Costalonga, destacou que a chegada do projeto representa mais uma conquista para o fortalecimento da agricultura familiar no Estado. “Nós estamos hoje em 36 municípios, e é um privilégio poder falar isso. Agora estamos dando o pontapé inicial aqui em Ecoporanga. As culturas já foram escolhidas, banana e citrus, para trabalhar a diversificação, já que é uma cidade muito forte no café”, afirmou.
O coordenador técnico do projeto, Douglas Gasparetto, explicou que a diversidade geográfica de Ecoporanga é um diferencial importante para o sucesso das novas culturas. “Nós temos aqui um município bem grande em extensão, com regiões altas chegando quase a mil metros de altitude e lugares com 400, 300 metros de altitude. Para a área cítrica ou da banana, elas vão se sair muito bem. Vamos conseguir ter uma produção por escala, em diferentes épocas do ano, favorecendo o agricultor, o comércio local e garantindo oferta praticamente o ano todo”, destacou.
Diversificação
A proposta do projeto é justamente incentivar a diversificação da produção, reduzindo a dependência das culturas tradicionais e aumentando a segurança financeira no campo. Conhecida pela pecuária de corte e de leite e pela produção de café conilon e de pimenta do reino, Ecoporanga tem na agricultura familiar uma das principais bases da economia.
Segundo o coordenador do Arranjos Produtivos na região noroeste, Wanderley Ramalho, o Projeto Arranjos Produtivos já apresenta resultados positivos em outros municípios e chega a Ecoporanga com grande expectativa. “Aqui é uma região muito forte no café, no leite e no gado de corte. O nosso objetivo agora é trazer a diversificação para melhorar a renda do agricultor familiar e dar mais segurança, caso essas atividades principais tenham queda de preço”, afirmou.
Suporte técnico
O projeto também prevê assistência técnica contínua aos produtores, com acompanhamento direto nas propriedades – uma das etapas mais importantes da iniciativa, como reforça Joelma Costalonga. “Agora eles passam a ter assistência técnica, com visitas nas propriedades, análise de solo, entrega de mudas e orientação para cada cultura. Além disso, vamos trabalhar a organização das associações e até a estruturação de agroindústrias, ajudando na comercialização e levando mais renda e qualidade de vida para as famílias”, explicou.
Para quem vive da produção rural, a chegada do projeto representa uma oportunidade de crescimento e mais estabilidade. O produtor Antônio Carlos Storari, que trabalha com café e pimenta-do-reino, vê na iniciativa uma chance de ampliar a renda. “A diversificação é muito interessante, tanto na parte financeira quanto no equilíbrio da lavoura. A expectativa é muito grande. Pelo que vimos até agora, o projeto traz uma esperança boa para a gente”, disse.
A próxima etapa do Arranjos Produtivos em Ecoporanga será o acompanhamento técnico dos produtores cadastrados e a definição das propriedades que vão receber as primeiras ações no campo, como análise de solo e implantação das culturas escolhidas.
O Projeto Arranjos Produtivos é desenvolvido pela Casa dos Municípios da Ales, em parceria com o governo do Estado, o Incaper, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e apoio das prefeituras.




