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Brasília/DF (07/06/2018)&ndash, O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a World Cocoa Foundation (WCF) vão trabalhar em conjunto para desenvolver a cadeia produtiva do cacau por meio da ampliação das ações de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) no País.
Nesta quinta (7), o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, e o diretor de ATeG, Matheus Ferreira, receberam a diretora de Estratégia da WCF, Nira Dessai, e o consultor da entidade, Pedro Ronca, para tratar da parceria.
A World Cocoa Foundation é uma entidade voltada à sustentabilidade do setor cacaueiro em todo o mundo. É a primeira vez que realizam parcerias no Brasil para o desenvolvimento da cadeia produtiva local.
“Os produtores sofreram muito com a vassoura de bruxa e nossa instituição trabalhou na reconversão funcional das áreas, principalmente no sul da Bahia, e na transferência de tecnologia para garantir rentabilidade. Hoje o cacau tem viabilidade e rentabilidade seja em qual tecnologia for ”, destacou Carrara.
A vassoura de bruxa é um fungo que invadiu as lavouras de cacau da Bahia na década de 80 e reduziu a produção da amêndoa em aproximadamente 60%. Não tem cura e o cacauicultor aprendeu a produzir convivendo com a doença.
A intenção da WCF é captar recursos para que o Senar capacite técnicos de campo e leve Assistência Técnica e Gerencial aos produtores de cacau brasileiros. “Será uma oportunidade de fecharmos uma parceria colaborativa que atenda todo o setor ”, afirmou a diretora Nira Dessai.
Atualmente o Senar atende o setor com ATeG nos projetos Pró-Senar, na Bahia, e Rural Sustentável, em Rondônia e no Pará.
“Uma das maiores demandas do setor cacaueiro é assistência técnica e essa parceria com o Senar é fundamental dentro das ações da estrutura de governança que vamos promover ao longo de cinco anos no Brasil ”, frisou Pedro Ronca, consultor da World Cocoa Foundation.
Daniel Carrara ressaltou que a entidade vai começar a desenvolver uma capacitação tecnologia a distância voltada à produção da fruta. “Estamos nos preparando para atender as demandas da cadeia produtiva. Nossa intenção é criar uma classe média rural no País e o cacau é uma excelente alternativa para isso. ”
“Uma das principais dificuldades para atender este setor é a pouca oferta de técnicos especialistas em cacau. Por isso, a capacitação em EaD irá formar os técnicos que irão atuar nos projetos de assistência técnica que estão por vir ”, completou o diretor de ATeG, Matheus Ferreira.
A produção brasileira de cacau gira em torno de 210 mil toneladas/ano, distribuídas entre os estados da Bahia, Pará, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso e Amazonas. Para suprir a demanda da indústria, o País precisa importar a amêndoa principalmente da África. Atualmente o Brasil é o 6º produtor mundial de cacau.
fonte: SENAR





