Mais lidas 🔥

Cacau Fest
Tombo do chocolate promete atrair público no maior evento do cacau no ES

Lucas Souza Alves, jovem do Caparaó, especialista em cafés, morre aos 24 anos em grave acidente

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 20 de agosto

Alerta de vendaval
Vendaval pode atingir 71 municípios do Espírito Santo neste sábado; veja as cidades em alerta

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 19 de agosto

Qual o tamanho do prejuízo causado pelos incêndios florestais? Quais as suas consequências? Como evitá-los? Uma pesquisa realizada na Ufes é pioneira em contabilizar os prejuízos econômicos decorrentes dos combates às queimadas e prova que os possíveis ganhos não compensam as perdas.
“O setor ambiental não sabe de forma efetiva e conjunta os prejuízos econômicos causados por um incêndio ”, afirma o professor do Departamento de Engenharia Florestal da Ufes Nilton Fiedler, que coordena grupos de pesquisas nessa área, dentre eles o Núcleo de Pesquisa em Mecanização, Ergonomia e Incêndios Florestais (Nupeme).
Um estudo orientado pelo professor estima o valor gasto em cada combate de incêndio e cria, pela primeira vez, uma metodologia para esse cálculo. Desenvolvida na tese de doutorado da professora do Departamento de Zootecnia de Alegre Elaine Silva, a pesquisa se baseou em um grande incêndio na Reserva Biológica de Sooretama e em outro no Parque Estadual de Itaúnas, ambos localizados no norte do Espírito Santo. Apenas nessas ocorrências, o gasto público foi superior a um milhão de reais.
Segundo Fiedler, os valores variam em função do tamanho do incêndio, dos danos ocorridos, das máquinas, das aeronaves, dos equipamentos e do pessoal de combate. O professor destaca ainda a perda “incalculável ” da biodiversidade nas unidades de conservação.
Para prevenir outros incidentes, o Nupeme também desenvolve, em conjunto com a Universidade de Córdoba (Espanha) e a empresa Suzano, um sistema de mapeamento dos locais com maior risco de incêndio florestal. “A nossa pesquisa tem o objetivo de reduzir o tempo de resposta no combate do fogo. Isso facilita o deslocamento do pessoal e dos equipamentos de combate ”, esclarece o professor, que atua no Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais da Ufes, sediado no município de Jerônimo Monteiro, no sul do Espírito Santo.




