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Qual o tamanho do prejuízo causado pelos incêndios florestais? Quais as suas consequências? Como evitá-los? Uma pesquisa realizada na Ufes é pioneira em contabilizar os prejuízos econômicos decorrentes dos combates às queimadas e prova que os possíveis ganhos não compensam as perdas.
“O setor ambiental não sabe de forma efetiva e conjunta os prejuízos econômicos causados por um incêndio ”, afirma o professor do Departamento de Engenharia Florestal da Ufes Nilton Fiedler, que coordena grupos de pesquisas nessa área, dentre eles o Núcleo de Pesquisa em Mecanização, Ergonomia e Incêndios Florestais (Nupeme).
Um estudo orientado pelo professor estima o valor gasto em cada combate de incêndio e cria, pela primeira vez, uma metodologia para esse cálculo. Desenvolvida na tese de doutorado da professora do Departamento de Zootecnia de Alegre Elaine Silva, a pesquisa se baseou em um grande incêndio na Reserva Biológica de Sooretama e em outro no Parque Estadual de Itaúnas, ambos localizados no norte do Espírito Santo. Apenas nessas ocorrências, o gasto público foi superior a um milhão de reais.
Segundo Fiedler, os valores variam em função do tamanho do incêndio, dos danos ocorridos, das máquinas, das aeronaves, dos equipamentos e do pessoal de combate. O professor destaca ainda a perda “incalculável ” da biodiversidade nas unidades de conservação.
Para prevenir outros incidentes, o Nupeme também desenvolve, em conjunto com a Universidade de Córdoba (Espanha) e a empresa Suzano, um sistema de mapeamento dos locais com maior risco de incêndio florestal. “A nossa pesquisa tem o objetivo de reduzir o tempo de resposta no combate do fogo. Isso facilita o deslocamento do pessoal e dos equipamentos de combate ”, esclarece o professor, que atua no Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais da Ufes, sediado no município de Jerônimo Monteiro, no sul do Espírito Santo.




