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As exportações mundiais de café bateram recorde na safra 2017/2018, de acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), entidade que tem sede em Londres. Os embarques alcançaram no período 121,86 milhões de sacas, um volume 2% superior ao de 2016/17, quando foram vendidos 119,52 milhões de sacas. “O total de embarques de todas as formas de café aumentou em quatro dos dez maiores exportadores no ano cafeeiro de 2017/18, incluindo os dois maiores, Brasil e Vietnã”, comparou a instituição em seu relatório mensal.
Nos 12 meses encerrados em setembro de 2018, as exportações de Arábica verde totalizaram 70,95 milhões de sacas, de acordo com a OIC, em comparação com 70,51 milhões de sacas no ciclo passado. No caso das vendas de Robusta verde, foram 39,24 milhões de sacas ante 38,87 milhões de sacas do ciclo 2016/17.
O Brasil exportou 32,34 milhões de sacas de café em 2017/18 ante 31,93 milhões de sacas em 2016/17. “No entanto, a produção do ano cafeeiro do Brasil é dividida em dois anos agrícolas, de modo que os envios de 2017/18 refletem a produção menor produzida no ano agrícola de abril de 2016 a março de 2017 e o aumento de 14,7% na produção no ano-safra de 2017/18”, salientou a organização. As exportações brasileiras de abril a setembro de 2018 alcançaram 15,52 milhões de sacas, 11,2% superior ao volume expedido de abril a setembro de 2017. O Vietnã registrou aumento de 21,7%, exportando 28,64 milhões de sacas no ano cafeeiro de 2017/18 ante 23,54 milhões de sacas 2016/17. “Isso reflete o crescimento da produção que beneficiou do clima favorável”, pontuou a entidade.
Em contraste, as exportações da Colômbia para o ano cafeeiro de 2017/18 diminuíram em 5,7%, para 12,72 milhões de sacas, de acordo com a OIC. A entidade salientou que a redução na produção limitou o volume disponível para embarque. Depois de alcançar um recorde de 7,29 milhões de sacas, as exportações de Honduras caíram em 2017/18, para 7,14 milhões de sacas. Em parte, isso ocorreu, conforme a instituição, por causa da escassez de mão-de-obra para a colheita. A Índia foi o quinto maior exportador em 2017/18 e suas exportações caíram 1,4%, para 6,28 milhões de sacas. A Indonésia teve a maior queda nas exportações, com os embarques cedendo de 8,72 milhões de sacas em 2016/17 para 5,64 milhões de sacas em 2017/18. “Um déficit na produção associado ao aumento da demanda doméstica levou a esse declínio”, explicou a organização.
Assim como Honduras, as exportações de Uganda diminuíram após um ano de exportações recordes. O país, segundo a OIC, embarcou 4,36 milhões de sacas em 2017/18 contra 4,61 milhões de sacas em 2016/17. As exportações do Peru permaneceram estáveis em 3,96 milhões de sacas, enquanto as exportações da Etiópia e da Guatemala aumentaram 4,5%, para 3,65 milhões de sacas e 5,4%, para 3,47 milhões de sacas, respectivamente.
Apenas em setembro, as exportações mundiais de café totalizaram 9,43 milhões de sacas ante 8,75 milhões de igual mês de 2017. Nesse mês, o Brasil e a Colômbia representaram 60,4% do total das exportações verdes de Arábica, enquanto o Vietnã respondia por 60% do total das exportações verdes de Robusta. “As exportações do ano cafeeiro de 2017/18 estabeleceram um novo recorde, que pressionou ainda mais os preços, já que o mercado estava bem abastecido no início de 2017/18, mesmo com o crescimento do consumo”, considerou a OIC. De acordo com a entidade, os estoques de café em setembro de 2017 chegaram a 25,8 milhões de sacas, o maior volume já registrado para o mês. (*Fonte: Texto do Café Point publicado no Conselho Nacional de Café)





