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Pesquisas para fortalecer agro capixaba foram apresentadas em simpósio

por Assessoria de Comunicação do Incaper

em 22/11/2023 às 7h35

11 min de leitura

Pesquisas para fortalecer agro capixaba foram apresentadas em simpósio

Foto: Tatiana Toniato/Incaper

A tarde desta terça-feira (21) foi marcada pelo encerramento do 3º Simpósio Incaper Pesquisa e do 3º Seminário de Iniciação Científica do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). O evento, que este ano abordou o tema “Pesquisa Agropecuária Pública Aplicada: Inovação e Desenvolvimento Sustentável”, contou com dois dias de programação, no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Espírito Santo, em Vitória.

Durante todo o evento, ao todo, foram apresentados 78 resumos, sendo 65 trabalhos de pesquisa e 13 trabalhos de iniciação científica (IC) do Programa de Iniciação Científica do Incaper (ProICT), nas mais diversas áreas: aquicultura, ciências da informação, ciência e tecnologia de alimentos, extensão rural, fertilidade de solo e adubação, fisiologia de plantas cultivadas, fitossanidade, fitotecnia, geociências, melhoramento vegetal, recursos florestais, socioeconomia e zootecnia.

As apresentações foram gravadas em vídeo e estão disponíveis no canal do Youtube do Incaper, nos links: https://youtu.be/7Eb6inPQkAI (1ª parte) e https://youtu.be/RcNtk3gmMEQ (2ª parte).

O evento contou com os apoiadores: Associação Brasileira das Entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa Agropecuária e Regularização Fundiária (Asbraer), Cooperativa Agrária de Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epaming), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Espírito Santo (Fapes) e Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Espírito Santo (OCB/ES).

Durante a abertura do seminário, nesta segunda-feira (20), o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, comentou que o Governo do Estado intensificou os esforços na consolidação de investimentos, com o objetivo de ampliar o apoio e a promoção das atividades de pesquisa e inovação na agropecuária capixaba.

“Nós temos editais garantidos pelo governador Renato Casagrande e aporte de recursos para subsidiar esses investimentos na área tecnológica. Temos que estar preparados e caminhar sempre para deixar o Espírito Santo na vanguarda da produção de produtos de qualidade. Só é competente e competitivo no mercado, para enfrentar problemas de logística, atravessar oceanos e ter uma boa projeção nos mercados mais exigentes como América do Norte, Europa e Ásia, quem utiliza conhecimento e tecnologia, e nós temos esse diferencial aqui”, pontuou Bergoli.

O diretor-presidente do Incaper, Franco Fiorot, lembrou dos 67 anos de trajetória do Incaper, comemorado no último dia 16 de novembro. “Os mais de 70 trabalhos de pesquisa apresentados durante o simpósio refletem parte de toda a contribuição que a Instituição deu ao longo de todo esse tempo para a agricultura do Estado. São frutos das atividades de pesquisa e de extensão rural, executadas por profissionais qualificados, que colaboram, decisivamente, para o desenvolvimento econômico e social do nosso Estado. E o simpósio vem em boa hora para fortalecermos essas conexões”, disse.

O 3º Seminário de Iniciação Científica do Incaper nos oportuniza mais um grandioso momento de troca de saberes e de conhecimento. É mais um espaço para apresentarmos e discutirmos os nossos resultados. Mas nada disso seria possível sem os nossos parceiros”, afirmou o gerente de pesquisa do Incaper, José Salazar Zanuncio Junior.

O diretor superintendente do Sebrae, José Eugênio Vieira, deu as boas-vindas ao público e agradeceu pela parceria com o Incaper durante longos anos. “Vamos estar atentos às oportunidades vindas das tecnologias para que a agricultura prospere. E é por isso que estamos aqui junto com vocês, mais uma vez, enquanto parceiros porque juntos há anos fazemos história”, salientou.

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Nessa segunda-feira (20), o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Reney Dorow, deu início às apresentações com a palestra de tema “Inovações para o Desenvolvimento Rural Sustentável”.

De acordo com Dorow, um dos elementos mais importantes numa estrutura de pesquisa e extensão para que tecnologias sejam geradas e transferidas é, de que forma está colocada a estrutura política, estratégica, tática e operacional de uma empresa ou instituição.

Dessa forma, conseguimos delimitar os papéis de cada área. À medida em que temos uma distinção clara das áreas, conseguimos captar recursos baseados nos esforços das atividades. Ainda que a pesquisa e a extensão rural se integrem porque uma delas gera as tecnologias e a outra leva o conhecimento, ainda existe uma dificuldade em se enxergar com clareza as atribuições, ainda que ambas tragam inovações”, frisou.

Nesta terça-feira (21), a programação também contou com a palestra sobre Pesquisa Científica Aplicada à Agropecuária, ministrada pela presidente da Epamig, Nilda de Fátima Ferreira Soares. Ela lembrou que o agronegócio tem participação fundamental no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. “Minas Gerais, por exemplo, é responsável por 22% do PIB do país e responsável por um terço da exportação do agronegócio no Brasil”, disse.

“A Epamig, ao longo dos seus mais de 50 anos, tem sido protagonista numa série de ações em agropecuária no Estado e, a exemplo disso, podemos citar a evolução da produção das cadeias produtivas de vinho e de azeite. O nosso trabalho também potencializa a formação de políticas públicas”, completou Nilda de Fátima Soares.

Na ocasião, a gestora da Epamig considerou alguns desafios atuais para a agricultura. “Precisamos estar atentos às mudanças socioeconômicas e espaciais, na intensificação e sustentabilidade dos sistemas de produção agrícolas, nas mudanças climáticas e nos riscos para a agricultura, e também na agregação de valor para as cadeias produtivas, além do protagonismo do consumidor e nas convergências tecnológicas e de conhecimento que a agricultura vem vivenciando”, acrescentou.

Em seguida, o público contou com uma mesa-redonda para dar continuidade ao tema a respeito da inovação e do desenvolvimento sustentável, mediada pelo presidente da Epagri, Reney Dorow, e que contou com a participação da presidente da Epamig, Nilda de Fátima Ferreira Soares, e o diretor-técnico do Incaper, Antonio Elias de Souza.

“O que nos dá a certeza de que estamos gerando tecnologia e transferindo aos produtores rurais é o retorno que estamos tendo. Por exemplo, estamos sendo demandados por muitos produtores rurais com o pedido de toneladas de sementes de trigo. Existe uma quantidade de vinícolas em Minas Gerais que está ultrapassando as nossas expectativas e produtores buscam a Epamig por ser referência em poda e manejo das uvas”, ressaltou Nilda Soares.

Ele citou ainda que, na Serra da Mantiqueira, onde existe um clima favorável para esse tipo de produção, também já existem mais de 120 produtores de azeitona, e a banana, que chegou no norte de Minas, segundo ele, só tem crescido na produção. “Enfim, são esses e outros muitos exemplos que refletem que as tecnologias que estamos gerando estão chegando e se dão de diversas formas. Destaco que, para isso acontecer, a integração com a Emater-MG é muito grande e que leva esse trabalho de uma maneira fantástica, ainda que não estejamos sob um mesmo comando de atividades”, completou.

Uma das estratégias que usamos na Epagri para a transferência de tecnologia é trazer o produtor e os seus stakeholder, que orbitam em torno da empresa e das suas unidades, para os dias de campo onde conseguimos apresentar e demonstrar as tecnologias geradas. Uma das maiores referências que temos hoje, já que Santa Catarina é o segundo maior produtor de arroz irrigado do Brasil, é que toda a cadeia produtiva está ancorada em todas as tecnologias geradas. Ou seja, juntamente com parceiros, é nesses momentos que agregamos um conjunto de elementos e fazemos a tecnologia chegar e acontecer no campo”, contou Reney Dorow.

Nenhuma inovação começa se não houver embates sobre governança e gestão de riscos. Nesse sentido, que sejam produzidas tecnologias poupadoras de mão de obra, de insumos e de recursos naturais”, comentou o diretor-técnico do Incaper, Antônio Elias de Souza. Ele reforçou que, quando se fala em transferência de tecnologia, desde a sua demanda até que a mesma chegue ao produtor rural, é preciso que ela seja, de fato, fonte de conhecimento para o agricultor.

Existe uma demanda para a geração da tecnologia, que passa por seus ajustes, adaptações e por meio de vários instrumentos de trabalho, como uma publicação, por exemplo, chega nas mãos dos agricultores. Mas ela não pode parar por aí. É preciso que usemos todas as ferramentas e metodologias, para que o agricultor seja capacitado e tenha conhecimento sobre a tecnologia gerada. Essa é a maior entrega. Isso é o que podemos chamar de pesquisa aplicada”, explicou Antônio Elias.

 

3º Seminário de Iniciação Científica do Incaper

Durante o 3º Simpósio Incaper Pesquisa, também aconteceu o 3º Seminário de Iniciação Científica do Incaper, com a participação de bolsistas que estão envolvidos com os projetos de iniciação científica do Incaper.

É o caso da tecnóloga em Cafeicultura e mestranda em Agroecologia, Andresa Carolina Mendes Pinheiro, que participa de projetos de pesquisa, em conjunto com o pesquisador e gerente de pesquisa do Incaper, José Salazar Zanuncio Júnior. São diversos projetos que ela participa e, entre eles, estão a avaliação de pragas e doenças em plantas de cafés que passaram por melhoramento genético, a avaliação de óleos essenciais para o controle da broca-do-café nas lavouras, um levantamento histórico da plantação de tomate no Espírito Santo e o controle de mosca-da-fruta em plantações de morango.

“Poder contribuir com as pesquisas e aprender ao mesmo tempo têm sido o início de um sonho até que eu possa alcançar o meu doutorado. Estou entusiasmada e desejo ser mais uma pessoa que irá disseminar informações científicas fundamentais para a agricultura”, comemorou Andresa Pinheiro.

Lançamento: Incaper em Revista

No segundo dia de programação do 3º Simpósio Incaper Pesquisa e do 3º Seminário de Iniciação Científica, foi a vez de lançar mais um Incaper em Revista, que, este ano, contempla o tema “Ciclo do Carbono e Sustentabilidade na Produção Agropecuária”.

A gerente de transferência de tecnologia e conhecimento do Incaper, a pesquisadora Vanessa Borges Justino, agradeceu e parabenizou o Incaper pelos esforços contínuos, por meio de todos os profissionais envolvidos na produção da revista, para que as tecnologias continuem a chegar aos produtores rurais, aos técnicos, aos estudantes e à sociedade civil.

Acordos de cooperação mútua durante o 3º Simpósio Incaper Pesquisa

Ainda durante o durante o 3º Simpósio Incaper Pesquisa, foram assinados dois importantes acordos de cooperação mútua, que apoiarão os trabalhos de pesquisa, desenvolvimento e inovação do Incaper. O primeiro deles foi assinado entre o Incaper e a Secretaria da Justiça (Sejus), com o objetivo de absorver a mão de obra de presos, em cumprimento de pena em regime semiaberto do sistema penitenciário capixaba para atividades laborativas no Incaper.

Nós, enquanto sociedade, também somos responsáveis quando falamos em ressocialização. Agradeço imensamente pelas parcerias frutíferas como essa que, com o Estado, nos dá a oportunidade de contribuir com o desenvolvimento da agricultura e nos fortalece para atuamos juntos na reintegração dessas pessoas”, afirmou o subsecretário de Estado de Ressocialização da Sejus, Marcelo de Araújo Gouvêa.

O segundo acordo marcou a assinatura oficial e a celebração de uma cooperação mútua já existente há alguns meses entre o Incaper e a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex), sobre a implementação de ações conjuntas de pesquisa e desenvolvimento da cadeia produtiva do mamão no Espírito Santo.

O presidente da Brapex, José Roberto Macedo, lembrou que os trabalhos com a cadeia produtiva do mamão tiveram início na década de 1990, e, naquele período, a parceria com o Incaper já existia.

Somente dessa forma foi possível alcançarmos a abertura para o mercado americano. O mamão do Brasil se tornou, então, uma referência no mundo inteiro, com destaque para o Espírito Santo. Atualmente, temos grandes desafios, especialmente frente a algumas concorrências com os países da América Central. Diante disso, reforçamos mais uma vez a nossa força para darmos novos passos e retomarmos a nossa liderança”, argumentou Macedo.

Para mais informações sobre o simpósio pelo e-mail: [email protected]

Saiba mais sobre o Simpósios Incaper Pesquisa e Seminários de Iniciação Científica do Incaper dos anos anteriores: https://incaper.es.gov.br/simposio-incaper-pesquisa

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