Mais lidas 🔥

Inovação no campo
Nova variedade de banana chama atenção de produtores no ES

Rio Grande do Sul
Azeite brasileiro atinge nota máxima e é eleito o melhor do mundo em concurso na Suíça

Chuva de um lado, seca de outro
El Niño de 2026/2027 pode repetir a força e os impactos do fenômeno de 2015/2016?

Desenvolvimento rural
Mais de 161 mil mudas impulsionam produção no Norte do ES

Produção artesanal
Valença, no Rio de Janeiro, conquista 13 medalhas no Mundial do Queijo

Internos do sistema prisional do Espírito Santo estão tendo a oportunidade de trabalhar em fazendas experimentais do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Além de contribuir para a ressocialização de pessoas privadas de liberdade, a iniciativa fortalece os serviços nessas unidades, onde são desenvolvidas pesquisas científicas dedicadas à melhoria da agricultura do Estado.
A medida é resultado de um convênio de cooperação mútua firmado recentemente entre o Incaper e a Secretaria da Justiça (Sejus). São contemplados detentos que cumprem pena em regime semiaberto, ou seja, aqueles que têm autorização judicial para ir ao local de trabalho diariamente e que retornam para a unidade prisional após as atividades.
Inicialmente, dez internos foram contratados e atuam nas fazendas experimentais dos municípios de Linhares, Marilândia e Viana, realizando serviços como preparação de áreas para cultivo, semeadura, irrigação, além de pequenas manutenções e tratamento fitossanitário para controle de pragas.
A jornada de trabalho vai das 7h30 às 17h, de segunda-feira a sexta-feira, com intervalo de 1h30 para almoço. A remuneração é composta por um salário mínimo, vale-transporte e auxílio-alimentação.
Ao inserir os detentos em atividades socioprodutivas e dotá-los de responsabilidades, a parceria busca minimizar os efeitos do encarceramento, reduzir a reincidência criminal no Estado e possibilitar ainda a remição de pena.
O diretor-presidente do Incaper, Franco Fiorot, enfatiza que essa é uma ação de responsabilidade social do instituto que vem ao encontro da necessidade de mão de obra nas fazendas experimentais, sendo parte de um planejamento para ampliar a força de trabalho nessas unidades.
“Estamos contribuindo para que essas pessoas sejam reintegradas ao convívio social por meio do trabalho e elas, a partir de suas atividades, ajudam no funcionamento das nossas fazendas, que desenvolvem pesquisas importantes para a agricultura capixaba. É, portanto, uma parceria que traz muitos resultados positivos para a sociedade”, frisa Fiorot. Cooperaçãoresponsabilidade social
O subsecretário de Estado da Ressocialização da Sejus, Marcelo Gouvêa, também destaca a importância do convênio.
“Os detentos participantes já têm conhecimento na área, pois são de comunidades do interior. Esta é uma oportunidade de capacitá-los para que desenvolvam um trabalho ainda mais profissional para quando estiverem em liberdade, já que terão a coordenação do Incaper, um órgão que entende do assunto. Esta é a continuidade de uma parceria que já dura há muito tempo”, pontua Gouvêa.




