Mais lidas 🔥

Premiação internacional
Do cafezal ao Vale do Silício: capixaba conquista prêmio internacional com invenção

Cacau Fest
Tombo do chocolate promete atrair público no maior evento do cacau no ES

Lucas Souza Alves, jovem do Caparaó, especialista em cafés, morre aos 24 anos em grave acidente

Café de valor agregado
Nova modalidade de café chega ao Vale do Jequitinhonha com financiamento do BNB

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 26 de agosto
O administrador de empresas, Lorival Douro, decidiu deixar o escritório e dar continuidade ao trabalho desenvolvido por seus pais na agricultura, que há 25 anos cultivam hortaliças, em Domingos Martins, região serrana do Espírito Santo.
No início, a intenção era ajudar os pais na administração e produção da propriedade. Mas com o falecimento de seu pai, assumiu o Sítio Sagrados Corações, e agora cuida do plantio de hortaliças inovando e se profissionalizando para manter a qualidade do cultivo de alface e brócolis.
Aluno do Curso Técnico em Agronegócio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES), ele vem aplicando os conhecimentos adquiridos e está aprendendo mais a fundo sobre o funcionamento de uma propriedade, o que o faz ter mais vontade em fazer a diferença na gestão.
O Sítio Sagrados Corações também recebe a visita mensal do técnico de campo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Senar-ES, e nos primeiros meses de atendimento o produtor já notou diferença na propriedade.
“A assistência me ajudou a reconhecer o potencial administrativo que a propriedade pode ter, caso seja acompanhada por uma boa gestão e bons funcionários. Essa noção é muito importante, contribui para quem vive do campo e dá esperança, pois demonstra que o futuro aqui é promissor, mesmo que estejamos enfrentando situações adversas, com uma crise mundial sem precedentes e uma pandemia ”, afirma Lorival.

Sobre a propriedade
O Sítio Sagrados Corações possui 27 hectares e Douro destina nove para o cultivo das hortaliças. Em média são produzidas 500 cabeças de brócolis híbrido por dia e cerca de 1.000 pés de alface. “Aqui na região muitos distribuidores compram dos produtores e se encarregam da logística. Meus produtos são entregues para os mercados da Grande Vitória, norte e sul do estado, Rio de Janeiro e também para o nordeste ”, disse o produtor.pandemia ”, afirma Lorival.
“Desde o início da pandemia até o momento atual, eu pude perceber que o setor do agronegócio tem segurado a onda da economia. Se fizermos um comparativo do valor dos insumos praticados em 2020 com os anos anteriores, conseguimos notar quase que o dobro da diferença, mesmo em função da pandemia e das dificuldades surgidas a partir desta. Porém o produto não acompanhou o valor dos insumos, já que os consumi- dores não aceitam pagar tão mais caro, ou seja, no fim das contas, quem está pagando a diferença e mantendo a economia somos nós mesmos, produtores”, Lourival Douro horticultor.




