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Os desafios e a necessidade de mudanças visando, principalmente, saúde pública e segurança alimentar foram os temas centrais do Seminário “Ensino de Veterinária no Brasil ”, realizado no Rio de Janeiro, no último dia 30.
O evento organizado pela Academia Brasileira de Veterinária e a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) destacou que é imprescindível um olhar mais atento para a formação deste profissional no Brasil.
De acordo com os especialistas, o grande número de Veterinários (mais de 160.000) existentes no país formados em 360 cursos (até outubro de 2018) reflete quantidade, mas não necessariamente qualidade.

Mesa de abertura da solenidade de posse dos novos acadêmicos, presidida pelo prof. Milton Thiago de Mello, pres. da Abramvet (ao centro), tendo à sua direita o diretor da SNA, Thomás Tosta de Sá, e à esquerda Francisco Cavalcanti de Almeida, pres. do Conselho Federal de Medicina Veterinária, entre outros acadêmicos e representantes de entidades do setor. (*Foto: Divulgação)
Para esta mudança, que se faz urgente, a academia propõe a atualização de veterinários, moratória para novos cursos e a desativação de cursos deficientes.
Os especialistas citam como exemplo as diretrizes do Relatório Flexner, de 1910, dos EUA. Dele, resultou a medicina norte-americana atual, uma das melhores do mundo. O modelo é apontado referência de como lidar com a proliferação de cursos comerciais e de má qualidade na formação de profissionais.
Ainda na busca por este objetivo de profissionais mais bem qualificados, a Academia, em convênio com a SNA, tem participado de uma série de atividades como reuniões e publicações relativas ao agronegócio, em particular a segurança alimentar.
Esse entendimento é importante para manter o Brasil na condição de potência alimentar para um mundo faminto. Outro aspecto importante são os reflexos na economia do país, para isso há necessidade de veterinários para garantir em quantidade e qualidade a produção de alimentos de origem animal, principalmente carnes bovina e suína, além de frangos.
O evento contou com a participação do presidente da Academia, Milton Thiago de Mello, e do Presidente da SNA, Antonio Alvarenga. Um dia antes do evento, ocorreu também a solenidade de posse dos novos acadêmicos Ariel Antônio Mendes, Edino Camoleze, Phyllis Catharina Romijn, Raimundo Nelson Souza da Silva e Wellington Antônio Fagundes. (*Fonte: SNA)





