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A prévia do IPCA, de 0,13%, bem abaixo do 0,69% de junho, tem reforçado as projeções de deflação (queda inflacionária) neste mês. A deflação ocorreu em preços de combustíveis e energia elétrica a partir das recentes medidas do governo para segurar os preços dos itens. Este foi o motivo de boa parte da desaceleração do IPCA-15 segundo o diretor de Conteúdo Técnico do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-ES), Thiago Goulart.
Segundo Goulart, os preços de combustíveis tiveram queda de 4,88%, com destaque para os recuos de 5,01% da gasolina e de 8,16% no etanol. Já o preço da energia elétrica teve retração de 4,61%. Com a redução de tributos sobre combustíveis e a conta de luz, a desaceleração reforça a expectativa de IPCA negativo no mês de julho.
“No entanto, o alívio está concentrado, ou seja, os alimentos voltaram a ficar mais caros, com destaque para o leite e seus derivados, e os serviços. A inflação apresenta um cenário mais suave do que há dois meses. Melhorou de forma progressiva, mas pode ser uma melhora transitória”, explica o especialista, que acrescenta que o lado negativo pode vir, por exemplo, da alta na taxa de câmbio. “Isso quer dizer em outras palavras que o dólar mais elevado virá com a elevação dos juros nos Estados Unidos”.
Contraponto
Os alívios com os combustíveis e a conta de luz são contrabalançados pelos preços dos alimentos. “Temos como exemplo, o grupo Alimentação e Bebidas que subiu 1,16%, ou seja, foi o principal impacto de alta em julho. Os principais vilões foram o leite e seus derivados. O leite longa vida ficou 22,27% mais caro, acumulando alta de 57,42% no ano. Entre os derivados, ficaram mais caros em julho o requeijão (4,74%), a manteiga (4,25%) e o queijo (3,22%). Outros destaques de alta foram as frutas (4,03%), o feijão carioca (4,25%) e o pão francês (1,47%)”, explica.




