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Artigo
Ameaça à cafeicultura brasileira
Os contratos futuros do café encerraram uma sequência de três quedas consecutivas ontem e mitigaram as perdas no acumulado da semana. O mercado foi puxado, principalmente, pela perda de força do dólar ante o real.
De acordo com analistas, a moeda norte-americana recuou devido a um movimento técnico motivado pela percepção positiva do mercado em relação à reforma da Previdência e aos planos de privatizações do governo brasileiro.
Na Bolsa de Nova York, o vencimento março/2019 do contrato “C” reduziu sua desvalorização para 90 pontos, encerrando o pregão a US$ 1,0590 por libra-peso. Já na ICE Futures Europe, o vencimento março do café robusta subiu US$ 38, negociado a US$ 1.572 por tonelada.
Ainda ontem, o dólar comercial tocou seu menor nível desde 26 de outubro do ano passado. A divisa encerrou os negócios a R$ 3,6588, apresentando uma desvalorização de 3% no acumulado da semana.
Em relação ao clima, a Somar Meteorologia informa que uma frente fria se aproxima do Sudeste nesse fim de semana, elevando a chance de chuva forte e volumosa na Região.
As precipitações devem vir acompanhadas por ventania e em forma de pancadas no interior de São Paulo e nas regiões oeste e sul de Minas Gerais. Ainda conforme o serviço meteorológico, o tempo permanecerá seco nas áreas central, norte e leste mineiras, norte fluminense e no Espírito Santo.
No mercado físico, as cotações seguiram o movimento externo e também reduziram suas perdas na quinta-feira. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e robusta foram cotados a R$ 415,13/saca e a R$ 302,78/saca, com quedas de 0,8% e 1,2%, respectivamente. Com valores aquém do desejado, os vendedores permanecem afastados.





